Em 2040, a maioria das pessoas vivendo com HIV terá 50 anos ou mais
- O dado por trás da manchete
- Dos anos de emergência à terapia combinada
- Um corpo em alerta: inflamação, imunidade e envelhecimento
- Sobreviver deixou de bastar: dignidade também é cuidado
- Um teste por ano, sem estado civil no resultado
- Um desafio mundial e profundamente desigual
- A vitória que muda de nome
- A primeira revolução do HIV foi sobreviver. A próxima é envelhecer bem.
A nova fronteira não é apenas prolongar a vida, mas preservar saúde, autonomia, vínculos e futuro.
| O número que abre esta história: o mundo já tinha cerca de 41 milhões de pessoas vivendo com HIV ao fim de 2025. Para 2040, a projeção decisiva é outra: 20,2 milhões terão 50 anos ou mais – 51% do total. ¹,²,³ |
O dado por trás da manchete

Em entrevista abrangente à GloboNews, exibida em 30 de agosto de 2026, o infectologista Victor Passarelli tratou, em poucos minutos, de uma mudança que exigirá décadas de preparação. O número mencionado na conversa pede uma vírgula editorial para que o argumento não se perca: a marca dos 40 milhões não pertence ao futuro. A Organização Mundial da Saúde estima que 41,0 milhões de pessoas viviam com HIV no fim de 2025. No mesmo ano, 1,2 milhão adquiriu o vírus e 570 mil morreram por causas relacionadas ao HIV. A mortalidade caiu 73% em comparação com o pico de 2004, uma conquista imensurável, mas a epidemia permanece ativa.1

O que a nova Comissão da The Lancet HIV acrescenta é uma transformação demográfica. Em 2025, cerca de 11,5 milhões de pessoas com HIV tinham 50 anos ou mais, o equivalente a 29% dessa população. Em 2040, serão aproximadamente 20,2 milhões – mais da metade de todas as pessoas vivendo com o vírus. Como toda projeção, o cálculo depende de modelos, intervalos de incerteza e hipóteses sobre novas infecções, mortalidade e acesso ao tratamento. A direção, porém, é cristalina: a resposta ao HIV entrou na era do envelhecimento.2,3
Esse crescimento não deve ser lido apenas como expansão da epidemia. Ele também registra uma das maiores vitórias da medicina moderna: milhões de pessoas que antes não chegariam à velhice agora chegam. O calendário avançou. Os serviços de saúde é que ainda precisam alcançá-lo.2,3
Dos anos de emergência à terapia combinada

Nas décadas de 1980 e no começo dos anos 1990, falar em envelhecimento com HIV parecia quase um luxo de linguagem – ou então você já havia envelhecido quando descobriu o resultado. Em uma casa de apoio em que vivi, havia um cidadão chamado Benedito, a quem todos chamavam de “Bennet”. Ele não aproveitou a oportunidade.
Acreditando – e afirmando – que “nesses comprimidos vai uma química lascada”, ele não seguia a prescrição dos medicamentos.
Comprava um litro de leite, colocava todos os comprimidos, cápsulas e pastilhas ali dentro, usava um socador de caipirinha e ia tomando a mistura no decorrer do dia. Cheguei a dizer a ele que o que estava fazendo era praticamente um suicídio, mas ele, temperamental e irritadiço, me mandou a um certo lugar onde uma ponte caiu e disse que eu cuidasse da minha vida.
Era exatamente isso que eu fazia: seguia minha posologia diária, que chegava a 55 comprimidos por dia. Estou prestes a publicar um artigo chamado AZT, no qual explico melhor essa experiência. Nos primeiros anos da epidemia, não havia tratamento eficaz no horizonte. O primeiro antirretroviral foi aprovado em 1987, mas o uso de uma única droga oferecia benefício limitado e de curta duração. A rotina clínica era dominada por infecções oportunistas, perda de peso, internações, contagens de CD4 em queda e uma pergunta brutal: como ganhar mais algum tempo?4

A virada chegou em 1996, quando a combinação de três antirretrovirais mostrou que era possível suprimir o HIV de forma duradoura. A OMS registra que a terapia antirretroviral altamente ativa reduziu as mortes relacionadas à aids entre 60% e 80%. O que se chamou de “efeito Lázaro” não foi metáfora vazia: pessoas que se preparavam para morrer voltaram a fazer planos. A meta imediata era sobreviver; controlar o vírus, reconstruir a imunidade e impedir que uma infecção oportunista encerrasse a história.4,5
Hoje, o tratamento iniciado cedo e mantido com adesão pode permitir vida longa e saudável. A supressão viral continua sendo o alicerce: protege o sistema imunológico, reduz o adoecimento e impede a transmissão sexual quando a carga viral permanece indetectável. Mas um alicerce não é a casa inteira. A pergunta clínica mudou de tamanho: não basta saber quantos anos foram acrescentados à vida; é preciso saber quanta vida, autonomia e dignidade foram preservadas nesses anos.6
| Dimensão | Anos 1980–1990 | Hoje e 2040 |
| Objetivo central | Evitar a morte iminente e tratar infecções oportunistas. | Manter supressão viral e ampliar anos vividos com saúde e autonomia. |
| Foco clínico | CD4, sintomas, internações e sobrevivência. | Coração, rins, fígado, ossos, cognição, saúde mental, mobilidade e função. |
| Dimensão | Anos 1980–1990 | Hoje e 2040 |
| Modelo de cuidado | Resposta especializada à emergência infecciosa. | Cuidado integrado, centrado na pessoa e atento à polifarmácia e às desigualdades. |
Síntese editorial baseada nas fontes 2, 4, 5, 7 e 10.
Um corpo em alerta: inflamação, imunidade e envelhecimento

Mesmo quando a terapia mantém o HIV suprimido, algumas pessoas apresentam ativação persistente do sistema imunológico e inflamação sistêmica de baixa intensidade. É como se o corpo conservasse um alarme ligado – não uma guerra aberta, mas uma sentinela que nunca abandona completamente o posto. Diretrizes clínicas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos associam esse estado à chamada senescência imunológica e ao risco de comorbidades em vários órgãos, além de fenótipos de envelhecimento como a fragilidade.7,8
O tempo passa igual para todos. Nós é que não passamos pelo tempo da mesma forma!
Essa é uma das explicações estudadas para o aparecimento mais cedo ou a maior frequência de doenças cardiovasculares, alterações metabólicas, doença renal, alguns cânceres, perda óssea e dificuldades cognitivas em parte da população com HIV. Há também outros elementos: o tempo vivido antes da supressão viral, a menor contagem histórica de CD4, coinfecções, efeitos de medicamentos antigos, tabagismo, alimentação, sono, pobreza, racismo, estigma, solidão e acesso irregular ao cuidado. Envelhecimento com HIV não tem uma causa única, nem um destino igual para todos.7,8,9
Por isso, a expressão “envelhecimento precoce” deve ser usada com precisão. Ela não significa que toda pessoa com HIV envelhecerá inevitavelmente antes da hora. Significa que certos mecanismos biológicos e sociais podem antecipar ou acentuar problemas ligados à idade. O tratamento precoce, a supressão viral sustentada e o acompanhamento integral reduzem riscos. Não desligam magicamente todos os alarmes, mas mudam radicalmente o terreno da batalha.7,8

Sobreviver deixou de bastar: dignidade também é cuidado
O site da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV ou AIDS – Principal – RNP+Brasil – tem, em sua página inicial, este lema, que faço questão de destacar ser um texto de Paulo Giacomini:

Rede Nacional de Pessoas Vivendo Com HIV e AIDS
A frase me toca por razões que vão além da medicina. O blog da rede foi criado por mim, e fui pago por esse trabalho — muito bem pago, pelo valor de mercado. Não tenho queixas em relação à rede nem ressentimento com Paulo. O que ficou foi uma tristeza pequena na aparência e enorme no significado.
No rodapé, eu havia colocado uma linha curta dizendo que o blog fora criado por Cláudio Souza. Naquele tempo, eu estava desempregado, doente e sem auxílio-doença. Não se tratava de vaidade: aquela linha poderia abrir uma fresta para outro trabalho. Ela era clicável e gerava um email para soropositivowebsite@gmail,com, mas ele optou por apagar, era um direito dele.
Se eu teho algum problema com ele? Não, mas ee certamente tem comigo orque ambos tem a personalidade forte e érams dois Alfas na mesa ribo. Como dizia o Fernando Henrique Cardoso, assim não pode Assim não dá!
O crédito foi retirado sob o argumento de que causava poluição visual. Eu compreenderia uma discussão de layout; o que me feriu foi a ideia de que, por ter sido pago, minha autoria deixava de existir.
Talvez por isso essa lembrança tenha permanecido comigo. Pagamento quita um serviço; não compra o nome de quem o fez, não apaga a história do trabalho e muito menos transforma reconhecimento em luxo. Dignidade não é um bônus concedido quando sobra espaço na página.
Aprendi algo semelhante na noite. Como DJ, vi mulheres jovens — algumas trabalhando para pagar estudos e sustentar a própria vida — serem tratadas por certos clientes como se o pagamento lhes desse direito sobre o corpo e também sobre a dignidade. Vi insultos, humilhações e agressões quando um homem transformava a própria frustração sexual em culpa da mulher. No Vagão Plaza, em linhas gerais, quem agredia uma profissional tornava-se persona non grata.
Também ouvi delas outra forma de pressão: ofertas de dinheiro extra para retirar o preservativo, numa época em que a prevenção biomédica de hoje — como a PrEP e o princípio de que indetectável é igual a intransmissível — ainda não fazia parte do horizonte cotidiano. Algumas recusavam; outras, pressionadas pela necessidade, aceitavam. Anos depois, reencontrei algumas no CRT-A da Rua Antônio Carlos. Não sei — e seria irresponsável afirmar — quando ou como cada uma adquiriu o HIV. O que sei é que desigualdade econômica também interfere na capacidade de negociar proteção.
Por que isso cabe num texto sobre envelhecimento? Porque envelhecer bem não é apenas acumular aniversários nem manter uma carga viral indetectável. É conservar autonomia, reconhecimento, segurança, vínculos, sexualidade sem violência e a possibilidade de decidir sobre a própria vida. A dignidade não é um detalhe decorativo do cuidado; é parte dele.
A OMS define envelhecimento saudável como o processo de desenvolver e manter a capacidade funcional que permite bem-estar na velhice. Isso não exige ausência completa de doenças. Uma pessoa pode viver com HIV, hipertensão, diabetes ou limitações físicas e ainda envelhecer de modo saudável se essas condições estiverem controladas e se ela puder decidir, circular, manter relações, satisfazer necessidades básicas e participar da sociedade.9
Aplicada ao HIV, essa ideia amplia o prontuário. Carga viral e CD4 continuam essenciais, mas precisam dividir espaço com pressão arterial, colesterol, glicemia, função renal e hepática, saúde óssea, vacinação, prevenção de câncer, memória, depressão, mobilidade, dor, sono, sexualidade e segurança econômica. Também exige revisar a polifarmácia: quanto mais doenças são tratadas isoladamente, maior o risco de interações, efeitos adversos e esquemas impossíveis de cumprir na vida real.2,8,10
A consulta precisa perguntar não apenas “o vírus está controlado?”, mas “o que esta pessoa ainda consegue e deseja fazer?”. O cuidado do futuro reúne infectologia, atenção primária, geriatria, cardiologia, saúde mental, reabilitação, assistência social e, quando necessário, cuidados de longa duração e paliativos. O centro deixa de ser uma doença isolada e volta a ser a pessoa inteira.2,10
Um teste por ano, sem estado civil no resultado
A mudança etária traz outra urgência: pessoas mais velhas continuam sexualmente ativas, podem adquirir HIV e muitas vezes são diagnosticadas tarde porque profissionais, campanhas e as próprias famílias tratam a sexualidade depois dos 50 como assunto encerrado. Não está. O NIH observa que adultos mais velhos tendem a testar menos e que sintomas do HIV podem ser confundidos com condições relacionadas à idade, adiando diagnóstico e tratamento.3,8

Este artigo defende uma regra simples de autocuidado para quem é sexualmente ativo e não vive com diagnóstico de HIV: faça pelo menos um teste por ano, independentemente de ser solteiro, casado, estar em união estável ou considerar a relação monogâmica. Estado civil não é método diagnóstico; confiança afetiva não produz anticorpos detectáveis nem substitui um exame. Testar-se não é acusar alguém. É conhecer a própria saúde e abrir a porta para prevenção ou tratamento no tempo certo.11,12
E pago US$ 19,90 por mês para ter neu site traduzido para todos os idiomas escritos e falados neste planeta e a minha felicidade ;e completa um dia cimo este que vou colar aqui

É importante distinguir essa defesa editorial das recomendações mínimas oficiais. O CDC orienta ao menos um teste na rotina de saúde entre 13 e 64 anos e repetição pelo menos anual para pessoas com determinados fatores de risco. Aqui, propomos ir além do mínimo e normalizar a testagem anual como hábito de saúde sexual. Quem teve uma exposição recente não deve esperar o aniversário do próximo exame: precisa buscar orientação imediatamente sobre PEP e sobre o momento adequado da testagem. No Brasil, testes rápidos e laboratoriais estão disponíveis gratuitamente no SUS.11,12,13
Um desafio mundial e profundamente desigual

| Em uma frase: se há vida sexual, a testagem deve fazer parte da vida – sem julgamento, sem caça a culpados e sem depender do estado civil. |
A Comissão projeta que 96% das pessoas com HIV com 50 anos ou mais viverão em países de baixa e média renda em 2040. É justamente onde sistemas de saúde costumam ter menos geriatras, menos acesso a exames, mais deslocamentos e serviços fragmentados. Uma pessoa pode ser obrigada a visitar uma clínica para o HIV, outra para diabetes, outra para pressão, outra para saúde mental – carregando, sozinha, o trabalho de integrar prescrições que o próprio sistema separou.2,3
A desigualdade também envelhece. Desvantagens acumuladas ao longo da vida – renda baixa, racismo, violência, moradia precária, trabalho exaustivo, discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero – chegam à velhice inscritas no corpo e nas possibilidades de cuidado. A OMS lembra que o envelhecimento saudável depende tanto das capacidades físicas e mentais quanto do ambiente, das políticas e das relações que permitem à pessoa viver o que valoriza.9,10
Preparar 2040, portanto, não é simplesmente acrescentar uma consulta geriátrica ao protocolo do HIV. É integrar serviços, reduzir viagens desnecessárias, proteger renda e moradia, enfrentar o idadismo e o estigma, garantir reabilitação, apoio social e escuta. É planejar saúde para quem sobreviveu ao que parecia impossível e agora tem o direito de não passar a velhice pagando sozinho a conta dessa vitória.2,3,10
A vitória que muda de nome

Rotina noturna de medicamentos, incluindo comprimidos e anticoagulante injetável. Uso somente sob rigorosa prescrição e acompanhamento médico. Nunca reproduza doses ou combinações de medicamentos com base em relatos ou imagens de outras pessoas.
Nos anos 1980 e 1990, a urgência era arrancar pessoas da beira da morte. Hoje, sem abandonar prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e supressão viral, a meta precisa ser maior: acrescentar saúde aos anos conquistados. O marcador do sucesso não pode ser apenas estar vivo na próxima consulta. Deve incluir chegar aos 60, 70, 80 anos com a maior autonomia possível, vínculos preservados, projetos, desejo, mobilidade, memória, voz e lugar no mundo.2,9
Os 20,2 milhões de pessoas com HIV com 50 anos ou mais previstos para 2040 são, ao mesmo tempo, celebração e aviso. Celebração porque milhões atravessaram uma fronteira que antes lhes era negada. Aviso porque viver mais sem cuidado integral pode significar acumular doença, incapacidade e abandono. A medicina venceu quando aprendeu a impedir o vírus de encerrar tantas histórias. Vencerá de novo quando ajudar essas histórias a continuar com qualidade.2,3
A primeira revolução do HIV foi sobreviver. A próxima é envelhecer bem.
| Claro. Eu fecharia a publicação assim: Nota de transparência Este texto foi construído a partir da experiência cotidiana e da trajetória pessoal de seu autor, Cláudio Santos de Souza. A redação, a organização de algumas informações e a revisão contaram com a cooperação de “Alcione”, nome pelo qual o autor chama o ChatGPT, sistema de inteligência artificial desenvolvido pela OpenAI. A inteligência artificial foi utilizada como ferramenta de apoio editorial: para organizar ideias, aprimorar a clareza do texto e auxiliar na apresentação de informações. Ela não substitui a experiência vivida pelo autor, não é fonte de diagnóstico e não substitui médicos, farmacêuticos ou qualquer outro profissional de saúde. Medicamentos, doses, combinações e procedimentos mencionados nesta publicação dizem respeito a uma história individual e jamais devem ser reproduzidos por outra pessoa sem rigorosa prescrição e acompanhamento médico. Há também uma razão para não publicar determinadas doses. Não quero transformar meu tratamento em receita para ninguém. O que mantém uma pessoa viva pode ser perigoso para outra quando utilizado fora de seu contexto clínico. “Desde 21 de dezembro de 2005, foram 15.120 injeções. Quinze mil cento e vinte perfurações. Quinze mil cento e vinte pequenos atos que, vistos isoladamente, talvez pareçam apenas parte de um tratamento que deixou e deixa sus marcas, os hematomas na barriga. Para mim, significam outra coisa. Foram 15.120 vezes dizendo: ‘Sim, eu quero viver.’ E continuo dizendo.” |

Fontes e leituras recomendadas
1. Organização Mundial da Saúde (2026). HIV data and statistics. Acessar a fonte
2. The Lancet HIV / PubMed (2026). The Lancet HIV Commission on ageing and HIV: a global perspective. Acessar a fonte
3. University of the Witwatersrand (2026). Report: Health systems needs to prepare for ageing with HIV. Acessar a fonte
4. Organização Mundial da Saúde (2026). Why the HIV epidemic is not over. Acessar a fonte
5. NIAID / NIH (2024). Antiretroviral Drug Discovery and Development. Acessar a fonte
6. HIVinfo / NIH (2025). HIV Treatment: The Basics. Acessar a fonte
7. ClinicalInfo / NIH (2024). Special Populations: HIV and the Older Person. Acessar a fonte
8. HIVinfo / NIH (2026). HIV and Older People. Acessar a fonte
9. Organização Mundial da Saúde (2020). Healthy ageing and functional ability. Acessar a fonte
10. Organização Mundial da Saúde (2026). Transforming health and social services towards person-centred and integrated care. Acessar a fonte
11. CDC (2026). Clinical Testing Guidance for HIV. Acessar a fonte
12. CDC (2026). Getting Tested for HIV. Acessar a fonte
13. Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (2026). AIDS: diagnóstico e testes gratuitos no SUS. Acessar a fonte
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