Início HIV/AIDS Carga Viral Como Praticar Sexo Oral de Forma Segura e Saudável

Como Praticar Sexo Oral de Forma Segura e Saudável

0
Uma bela mulher, com uma blousa rosa, braços expostos, olhos fechados e dois dedos tocando a língua como quem manifesta desejo

Muitos homens e mulheres encontram no sexo oral uma experiência intensamente prazerosa. As pessoas usam termos diferentes para se referir ao sexo oral (incluindo termos formais como felação e cunilíngues, além de gírias e outros termos como “sexo oral”). Geralmente, sexo oral significa beijar, lamber ou chupar o órgão sexual de outras pessoas.

Sexo oral e HIV

Médicos e pesquisadores não podem ter certeza de quantas pessoas foram infectadas pelo HIV através do sexo oral. Alguns acham que dificilmente alguém foi infectado por essa via; outros acreditam que até 3% das infecções por HIV sejam devidas ao sexo oral. No final de 2008, pesquisadores analisaram todas as evidências disponíveis e calcularam que o risco de contrair HIV pelo sexo oral é muito baixo — mas não é zero; há, sim, um risco.

É sabido que o sexo oral envolve menos risco do que o sexo anal desprotegido ou o sexo vaginal sem proteção.

A probabilidade de que o HIV seja transmitido de uma pessoa HIV+ para uma pessoa HIV-negativa depende do tipo de contato envolvido. O HIV é mais facilmente transmitido por sexo anal desprotegido (ou seja, sem camisinha), sexo vaginal sem proteção, compartilhamento de instrumentos para injeção de drogas ou mesmo no âmbito hospitalar, além da transmissão vertical — de mãe para bebê, no parto ou na amamentação (que deve ser evitada de todas as formas possíveis). Também depende da carga viral da pessoa com HIV, e este é um assunto extremamente longo, com muitos aspectos ainda não esclarecidos e, portanto, discutíveis.

Sexo Oral É Atividade Menos Arriscada

O sexo oral tem demonstrado ser uma atividade menos arriscada, mas não é isenta de riscos. Novamente, depende da carga viral da pessoa com HIV e da saúde bucal da pessoa que realiza o sexo oral. Também é importante lembrar que outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, herpes e gonorreia, podem ser facilmente transmitidas por essa via. Se você não usar preservativos ou barreiras dentais na prática do sexo oral, é uma boa ideia realizar exames regulares sobre saúde bucal. (Nota do tradutor: Ter atenção com a saúde bucal me parece mais uma questão de autoamor do que ter uma boca apropriada para desempenhos de sexo oral das mil e uma noites.)

O risco de contágio por HIV durante sessões de sexo oral pode se complicar se houver fluidos que normalmente carregam o vírus, tais como:

  • Sêmen
  • Fluido vaginal
  • Sangue

… entrarem em contato com a corrente sanguínea de uma pessoa HIV-negativa — através da boca ou da garganta, o que é provável se houver inflamações, cortes, feridas, cáries ou gengivite.

O HIV não é transmitido pela exposição à saliva. Portanto, uma pessoa com HIV fazendo sexo oral em alguém HIV-negativo apresenta um risco considerado muito baixo. (Nota do tradutor: E pensar que um homem, após cuspir contra um policial — e eu não entro no mérito da ação em si, porque há policiais e policiais — foi condenado a 30 anos de prisão por “ataque a membro da força policial com arma mortífera.”)

O tipo de sexo oral praticado faz diferença

A transmissão de HIV através do sexo oral receptivo — ou seja, uma pessoa HIV-negativa fazendo sexo oral (como um “boquete” em um homem com HIV) — é biologicamente possível e pode ocorrer em alguns casos.

Já o sexo oral insertivo — um homem HIV-negativo recebendo sexo oral de uma pessoa com HIV — é uma das formas com menor risco, podendo até ser considerada como de transmissão improvável.

Há pouquíssimos relatos de transmissão do HIV por cunilíngues (sexo oral realizado em uma mulher, inclusive na região anal). É biologicamente possível que o HIV seja transmitido dessa forma, mas o risco é considerado baixo. Não há casos documentados de infecção por HIV através da recepção de cunilíngues de uma mulher soropositiva.

Quando o sexo oral é mais arriscado?

Se você tem HIV, há maior risco de transmissão se for o parceiro receptivo no sexo oral. Se também tiver uma infecção sexualmente transmissível não tratada, é líquido e certo que essa DST será transmitida. Se você não tem HIV e realiza sexo oral em alguém que tem, o risco aumenta, especialmente se houver cáries, cortes, feridas, gengivite ou aftas na boca, ou gengiva. Há também mais risco se houver infecções na garganta ou boca que facilitem a transmissão.

Para os homens, uma alta carga viral no sangue pode significar carga elevada no sêmen. Embora não haja evidências conclusivas de que homens com carga viral indetectável no sangue também tenham carga indetectável no sêmen, isso não é garantido. Infecções sexualmente transmissíveis não tratadas podem elevar a carga viral no sêmen. Por isso, a maioria dos médicos acredita que não se pode presumir que carga viral indetectável significa ausência de risco de transmissão. O risco de transmissão do HIV durante o sexo oral, se a pessoa tem carga viral indetectável, é extremamente baixo — mas não igual ao de um parceiro soronegativo.

Para as mulheres, os níveis de HIV nos fluidos vaginais variam. Eles tendem a ser mais altos durante a menstruação, quando células portadoras de HIV se aglutinam no colo do útero e são mais facilmente encontradas no fluido vaginal, com sangue. Sexo oral, portanto, é mais arriscado nesse período.

Como reduzir os riscos?

Existem várias formas de reduzir os riscos do sexo oral. Algumas serão mais aceitáveis para uns do que para outros, então cada pessoa deve decidir o nível de risco que considera aceitável. Se quiser discutir essas questões, procure um conselheiro de saúde ou profissional em seu centro de tratamento, ou clínica de saúde sexual e reprodutiva. Muitas das estratégias abaixo também protegem contra outras DSTs:

  • Manter o comportamento atual, considerando o risco baixo.
  • Evitar o sexo oral por não querer correr nenhum risco.
  • Reduzir o número de parceiros.
  • Usar preservativos ou barreiras dentais.
  • Se você não tem HIV, optar por receber sexo oral em vez de praticá-lo.
  • Evitar ejaculação na boca ou receber ejaculação.
  • Evitar sexo oral durante a menstruação.
  • Cuidar da saúde bucal: evitar escovar os dentes ou usar fio dental antes do sexo oral.
  • Fazer acompanhamento regular da saúde geral e bucal.

Isso ajuda a identificar infecções que podem aumentar o risco de transmissão ou contágio.


Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Artigo anteriorLesões de pele causadas pelo HIV: causas e tratamentos
Próximo artigoCura para mim? Não. Cura para vocês, sim!
🌟 25 Anos de História e Dedicação! 🌟 Há mais de duas décadas, compartilho experiências, aprendizados e insights neste espaço que foi crescendo com o tempo. São 24 anos de dedicação, trazendo histórias da noite, reflexões e tudo o que pulsa no coração e na mente. Manter essa trajetória viva e acessível a todos sempre foi uma paixão, e agora, com a migração para o WordPress, estou dando um passo importante para manter esse legado digital acessível e atual. Se meu trabalho trouxe alguma inspiração, riso, ou reflexão para você, convido a fazer parte desta jornada! 🌈 Qualquer doação é bem-vinda para manter este espaço no ar, evoluindo sempre. Se VC quer falar comigo, faça um PIX de R$ 30,00 para solidariedade@soropositivo.org Eu não checo este e-mail. Vejo apenas se há recibos deste valor. Sou forçado a isso porque vivo de uma aposentadoria por invalidez e "simplesmente pedir" não resolve. É preciso que seja assim., Mande o recibo, sem whats e conversaremos por um mês

SEM COMENTÁRIOS

Deixe uma respostaCancelar resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading

Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading

Sair da versão mobile