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Lula visitará Moçambique em novembro para consolidar a parceria
África foi uma das regiões escolhidas pelo governo brasileiro para diversificar laços comerciais e de relacionamento diplomático. Desde que assumiu o poder, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já esteve em 27 países do continente. A última visita antes de deixar o cargo será a Moçambique, entre 9 e 10 de novembro, a caminho do encontro dos líderes do G-20 (grupo das maiores economias mundiais), em Seul. Em Maputo, Lula vai conhecer o local onde será instalada uma fábrica de medicamentos ANTIRRETROVIRAIS, para tratamento da AIDS, a ser gerida pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Será a primeira fábrica pública com esse fim na África. O continente abriga apenas pequenas plantas privadas na África do Sul, no Quênia e em Uganda. O presidente também dará aula magna na Universidade Pedagógica de Moçambique, que está prestes a se tornar a primeira instituição estrangeira a integrar a Universidade Aberta do Brasil, que forma e qualifica educadores por meio do ensino a distância. Esses são exemplos dos mais de 30 projetos de cooperação que o Brasil mantém ou auxilia no país. “É uma responsabilidade que está no contracheque dos países que abraçam grandes causas no cenário internacional”, disse o embaixador brasileiro em Moçambique, Antônio Souza e Silva. “São os encargos de quem tem a posição que o Brasil tem , de líder no G-20 financeiro, de participante ativo das discussões da Organização Mundial do Comércio (OMC) e de aspirante a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas”. Instituições públicas brasileiras também ajudam Moçambique a implementar projetos, entre eles o curso de formação profissional no setor manufatureiro, com o apoio do Serviço Nacional da Indústria (Senai); o mestrado para Ciências da Saúde, com apoio da Fiocruz; e a informatização da Previdência Social do país, com acompanhamento da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev). AGRICULTURA Entre os projetos, estão ainda o de melhoramento agrícola, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) nas áreas de reflorestamento de Machipanda, na fronteira com o Zimbábue, e o de desenvolvimento do Pró-Savana, nos moldes da parceria com o Japão que viabilizou uma série de culturas no Cerrado brasileiro. Também é da Embrapa um dos projetos mais ousados em andamento na África para melhoria de culturas agrícolas: o desenvolvimento de tecnologia de aperfeiçoamento do algodão em países pobres como o Benin, Burkina Fasso, o Chade e Mali. Em toda a África, são mais 150 projetos de cooperação. Segundo a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), os programas movimentam cerca de US$ 40 milhões. Além da atuação diplomática, o Brasil também passou a disputar espaço no crescente mercado africano, como já fazem os emergentes Índia e China. De acordo com o Panorama Econômico Africano 2010, elaborado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, o crescimento econômico médio do continente, entre 2006 e 2008, estava na casa dos 6% ao ano. Caiu para 2,5% em 2009, por causa da crise mundial. Entre 2002 e 2008, as exportações brasileiras para o continente africano aumentaram 340%, três quartos de itens manufaturados. Antes da crise, o volume total de negócios bateu a casa dos US$ 26 bilhões em 2008. No ano passado, a corrente comercial foi de US$ 17,2 bilhões, sendo US$ 8,7 bilhões em exportações e US$ 8,5 bilhões em importações. Em 2002, antes de Lula assumir o poder, não passava de US$ 5 bilhões.
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