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26/DEZEMBRO/07 |
25/01 – 20:27 – EFE
Davos (Suíça), 25 jan (EFE).- Especialistas reunidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, asseguraram hoje que 3,5 milhões de mortes por malária poderiam ser evitadas nos próximos cinco anos se a quantia destinada a combater esta doença dobrar.
Esta é a principal conclusão de um relatório apresentado hoje conjuntamente pela organização Não Mais Malária, a empresa McKinsey e o Fundo Global para a Luta contra a Aids, a Turberculose e a Malária.
O relatório afirma que atualmente são gastos US$ 1 bilhão ao ano para controlar a malária na África, mas que seria um investimento factível elevar a quantia a US$ 2,2 bilhões ao ano nos próximos cinco anos nos trinta países africanos que somam 90% das mortes por malária.
"O relatório mostra que podemos salvar milhões de vidas e fazer progressos extraordinários para derrotar a malária nos próximos cinco anos", afirmou Rajat Gupta, presidente do Fundo Global, que fornece o principal financiamento contra esta doença.
Com esta perspectiva, líderes envolvidos na luta contra a malária, junto com o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, anunciaram hoje uma ofensiva coordenada para os próximos 36 meses na África Subsaariana, que seria parte do plano previsto no relatório.
O esforço se apóia na experiência de medidas com grande eficácia como a distribuição em massa de mosquiteiros impregnados de repelentes às famílias africanas.
Como exemplos, na Eritréia as mortes por malária caíram 85% desde 1999, e na Etiópia foram distribuídos cerca de 20 milhões de mosquiteiros em três anos, o que elevou a cobertura de 5% a quase 100%.
"Sabemos que este sistema funciona porque vencemos a malária em alguns países", disse Gupta.
O relatório apresentado considera que, com um rápido aumento frente às atuais previsões de cobertura com mosquiteiros, mais 2,5 milhões de vidas seriam salvas nos próximos cinco anos – contra um milhão se for mantido o financiamento atual.
Com esta medida, seriam evitados 430 milhões de casos de malária.
A doença mata um milhão de pessoas ao ano, com uma mortandade entre a população infantil de 3 mil crianças ao dia.
"Estamos fazendo bons progressos, mas é hora de redobrar nossos esforços com uma rápida ofensiva. Perdemos 3 mil crianças a cada dia que não agimos. Não nos podemos permitir o luxo de esperar", afirmou Raymond G. Chambers, co-presidente de Não Mais Malária.
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