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24/NOVEMBRO/07 |
23 de Novembro de 2007
O mundo moderno trouxe muitos avanços. A tecnologia modificou de forma gritante os hábitos sociais. Os carros viajam mais rápidos, a informática dominou o mundo, criando uma dependência às vezes gritante, às vezes imperceptível. Mudanças que influenciaram principalmente o comportamento social. A competitividade dentro e fora do trabalho gera problemas familiares, comportamentais e até existenciais. Junto as estas mudanças uma enxurrada de novas patologias começaram a se solidificar e acabaram se tornado um problema econômico, que gera prejuízos consideráveis para a sociedade. Estresse, depressão, fobias, ansiedade e TOC – transtorno obsessivo compulsivo, são algumas das patologias modernas que agem e influenciam diretamente o comportamento pessoal, familiar e social. Mas o corpo também conheceu nos últimos anos novas formas de degeneração. AIDS, aneroxia, bulimia são alguns exemplos. O conceito de que criança gordinha ser sinônimo de saúde ficou no passado. A obesidade é apontada como fonte de várias enfermidades como: cardiopatias, problemas na coluna cervical, hipertensão, que de forma isolada ou combinada podem ser fatais.
Doenças que mais matam
Hipertensão, sobrepeso e colesterol, estão entre os cinco fatores que mais mataram na América Latina em 2000, segundo o relatório mundial de saúde divulgado pela OMS em 2002. O sobrepeso segundo o Painel de Indicadores do SUS é o gatilho para várias doenças. Esta constatação levou o Sistema Único de Saúde a investir pesadamente em campanhas para dentar deter o número crescente de pessoas com sobre peso. Como o acesso a saúde é uma garantia constitucional, tem crescido o número de pessoas recorrem ao sistema para conseguir cirurgias bariátricas. Aquelas que diminuem o tamanho do estômago. A nova especialidade tem está regulamentada em duas portarias do Ministério da Saúde de 28 de junho de 2007. São elas as portarias nº1.569 e 1.570. Entre os “considerandos” da portaria nº1569, destaca-se o primeiro que diz” Considerando a magnitude social da obesidade na população brasileira e suas conseqüências; Considerando o quadro de morbidade, composto por elevada prevalência de co-morbidades associadas à obesidade, resolve: Art. 1º Instituir diretrizes para a atenção à saúde com vistas à prevenção da obesidade e assistência ao portador de obesidade, a serem implantadas em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. Todo o processo para se candidatar à cirurgia paga pelo SUS, começa na Secretaria de Saúde dos municípios numa consulta médica. Em média são dez meses só para conseguir completar o primeiro passo. É necessária uma avaliação psicológica, consultar com uma nutricionista, cardiologista, endocrinologista e gastroenterologista. Depois com todos os exames em mãos, um especialista vai identificar ou não a obesidade mordida. Se o laudo por conclusivo para a cirurgia, é esperar a vez na fila. Em Santa Catarina este tipo de cirurgia é feita no Hospital Celso Ramos, no Hospital São José e agora também no Hospital Universitário.
Grito que Edward Munch de 1893 A figura representa um momento de profunda angústia e desespero existencial.
FOBIA
Segundo o dicionário Aurélio, medo "é um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário de uma doença, susto, pavor, temor ou terror". Ou seja, todo mundo tem. Porém, quando esse medo é desproporcional ou exagerado à ameaça e ainda acompanhado de sintomas físicos que incomodam bastante e uma crise de pânico, pode ser classificado como uma fobia. Existem vários tipos de fobia, como aracnofobia medo de aranha, claustrofobia medo de espaços fechados, gamofobia medo de casamento, androfobia medo de homem, decidofobia medo de tomar decisões, eclesiofobia medo de igreja, afania medo de perder a capacidade sexual, fobia social quando a pessoa tem medo de "passar vergonha" na frente de outros etc. As fobias podem ter causas desconhecidas até para quem sofre com elas. Geralmente estão associadas a fatos que aconteceram durante a primeira e segunda infância, e que se perderam na lembrança. A fobia é irracional, isto é, não faz o menor sentido ter medo de igreja, por exemplo. Interfere também nas atividades do cotidiano. É muito comum quem tem medo de avião se recusar a viajar, chegando a perder um passeio ou gastando horas e horas fazendo o trajeto de carro. Nos casos mais graves, uma fobia pode significar uma sensação iminente de morte, acompanhada de tonturas, tremedeiras, falta de ar, taquicardia entre outros sintomas.
DEPRESSÃO
É comum as pessoas se sentirem tristes de vez em quando. Entretanto, se esta tristeza impedir o “funcionamento” normal no dia-a-dia ou então estiver causando um grande sofrimento, a coisa muda de figura e pode significar uma depressão. Em cada personalidade, a depressão se manifesta de um jeito. No geral, os principais sintomas são: rebaixamento do humor com manifestação de tristeza, choro, abatimento moral, desinteresse, desânimo, insônia, apatia, falta de alegria, e de apetite, de desejo sexual, falta de vontade até mesmo de fazer coisas simples, como tomar banho, assistir TV ou ler um jornal. Sensação da falta de sensações. Ou seja, basicamente uma diminuição geral do nível de energia. Depressão não tem uma única causa; no geral é uma combinação de diversos fatores. Existem elementos psicológicos que propiciam a doença, como uma intensa reação à perda de uma pessoa querida, ou ter de enfrentar uma situação de convívio com uma pessoa muito doente. Além disso, há os fatores genéticos (que é a predisposição orgânica que cada pessoa traz ao nascer), hormonais (como o baixo funcionamento da tiróide ou desbalanceamento de outros hormônios) e bioquímicos-cerebrais, nos transmissores químicos do cérebro. Há ainda vários tipos: depressão pós-parto e, também relacionados a fatores climáticos, como estações chuvosas, ou tempo nublado. Muitas pessoas, até os dias de hoje, costumam relacionar a depressão à “frescura”, fraqueza ou mau-humor. Porém é importante ressaltar: a depressão clínica é uma doença, como qualquer outra. O principal objetivo de qualquer tratamento médico de depressão é cessar por completo os sintomas e, muito importante, não apenas sentir-se melhor, mas permanecer melhor. A notícia boa é que quando os modernos medicamentos antidepressivos são associados como a terapia comportamental cognitiva, que tem por objetivo modificar diretamente o modo de se comportar e de pensar, mais de 80% das pessoas obtêm sucesso no tratamento.
ESTRESSE
É provavelmente a psicopatologia mais freqüente atualmente. A correria do dia-a-dia, pressões, preocupações, tensões, competições etc. podem influir na quantidade de adrenalina produzida pelo corpo. Este hormônio faz com que o sangue irrigue mais o coração, o cérebro, os pulmões e os músculos nos dando a sensação de estímulo e exaltação. Estas sensações, em doses normais, são boas, porém, quando muito altas e por tempo prolongado podem levar ao estresse. Os sintomas do estresse e como ele se manifesta varia de pessoa para pessoa. Isso porque a sua causa também depende da personalidade do indivíduo. Por exemplo, um congestionamento. Alguns ficam irritados, nervosos, xingam todo mundo etc. Outros, aproveitam o momento para escutar uma boa música no carro. É a maneira como as pessoas encaram as coisas (razões subjetivas) que vai influenciar. O estresse começa quando percebemos ou entendemos uma situação, pessoa, acontecimento ou objeto como sendo um Fator Estressante, de acordo com nossa interpretação subjetiva. No geral, alguns sintomas que levam ao estresse são: cansaço, ganho ou perda de peso, infecções, gripes e viroses, como a herpes. A pressão arterial e o colesterol podem subir, enrijecendo as artérias e favorecendo o aparecimento de arteriosclerose, derrames, infartos etc. Dores de cabeça, musculares, de coluna também são comuns, bem como má digestão, gastrites, úlceras. Acne, pele envelhecida, rugas, olheiras, queda de cabelos, enfraquecimento das unhas podem ainda aparecer. É importante ressaltar que não é necessário que aconteça uma sobrecarga exagerada para começar um estado de estresse. Na maioria das vezes existe um acúmulo de pequenos fatores, que somados produzem uma grande sobrecarga no organismo. Cada um é capaz de administrar estes fatores de sobrecarga. Na maioria dos casos a solução é óbvia: a mudança de hábitos.
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