|
O GLOBO | RIO
CONTRACEPTIVOS 07/07/2010 Novo laudo não mostra, no entanto, ingestão de remédio que Eliza Samudio disse ter sido obrigada a ingerir Sérgio Ramalho Oito meses e 20 dias após ter sido coletada a urina de Eliza Samudio, a contraprova do exame elaborado no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) tem resultado inconclusivo para a ingestão de misoprostol, a substância ativa do Cytotec – medicamento de uso proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que tem efeito abortivo. O laudo coloca em xeque a versão da estudante, que acusou o goleiro Bruno de obrigá-la a ingerir o remédio para abortar, em outubro de 2009, quando estava no quinto mês de gravidez. Para o diretor do ICCE, Sérgio Henriques, o exame indica que Eliza não tomou Cytotec, nem calmantes, como ela alegava. A contraprova do ICCE confirma a descoberta de 2-piperidinona e 1-acetil-piperidina, que já tinham sido detectadas no exame realizado pela Seção de Toxicologia Forense do Instituto Médico-Legal (IML), na última semana. As duas substâncias podem ser encontradas em plantas medicinais com características abortivas. De acordo com o ICCE, Eliza pode ter tomado um chá para induzir o aborto. Mas os peritos ressaltam no laudo não ser possível identificar a origem das substâncias. O resultado deve levar o Ministério Público do Rio a denunciar o jogador do Flamengo apenas por agressão e ameaça, já que o laudo do exame de corpo de delito de Eliza deu positivo para ferimentos leves. No inquérito da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, Bruno foi indiciado ainda por cárcere privado. Eliza afirmou ter sido levada pelo atleta e por um grupo de amigos dele a um hotel na Barra da Tijuca. Lá, segundo a versão de Eliza, o goleiro bateu nela e a ameaçou, obrigando-a a ingerir um remédio abortivo. O caso passo a passo Maio de 2009: Eliza Samudio, então com 24 anos, engravida. Segundo ela, o pai da criança era o goleiro Bruno, do Flamengo, com quem tivera um relacionamento extraconjugal (ele é casado). Agosto de 2009: Eliza anuncia publicamente estar grávida de Bruno. Em entrevista, admite que já se envolveu com outros jogadores, casados ou não. 15 de outubro de 2009: Eliza procura a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e acusa Bruno de, com a ajuda de dois amigos, tê-la sequestrado, agredido e obrigado a tomar uma substância abortiva. O exame de corpo de delito confirma que a jovem fora agredida, mas o teste toxicológico para determinar se ela tomara ou não um remédio para abortar só ficou pronto em junho. Em depoimento, Bruno nega as acusações. 29 de março: A Justiça determina um teste de DNA para confirmar se Bruno é o pai do filho recémnascido de Eliza, registrado como Bruno Samudio. 4 de junho: Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, faz o check-out de Eliza no Hotel Transamérica, na Barra, onde a jovem e o bebê estavam hospedados. No mesmo dia, Eliza fez o último contato com amigas, dizendo que iria para Minas com o filho, a convite de Bruno. O primo de Bruno, um jovem de 17 anos, disse que, dentro do carro do jogador, deu uma coronhada com uma arma em Eliza, mas nega ter matado a vítima. O menor, no entanto, não esclarece quem matou a ex-amante do goleiro. 8 de junho: A picape Range Rover de Bruno é apreendida por falta de documentos. O carro era dirigido por Clayton da Silva Gonçalves, outro amigo do goleiro. 24 de junho: A polícia de Minas Gerais recebe denúncias anônimas segundo as quais Eliza teria sido espancada até a morte no sítio por Bruno e mais dois homens. 25 de junho: Policiais vão ao sítio pela manhã e veem o bebê. Quando voltam com um mandado, à tarde, não há sinal da criança nem de Dayanne Souza, esposa de Bruno. Levado para a delegacia, o administrado do sítio, Elenilson Vitor da Silva, negou ter visto o menino, mas voltou atrás e disse que o bebê fora levado para a propriedade no dia 7 por Macarrão. 26 de junho: Dayanne se apresenta à delegacia no início da madrugada e, inicialmente, também nega ter visto o bebê. Após cair em contradição, porém, admite que entregou a criança a Wemerson Marques de Souza, o Coxinha. Ouvido pela polícia, Coxinha indicou o endereço onde deixara o menino. 28 de junho: A diretoria do Flamengo afasta Bruno do time. 29 de junho: Peritos da polícia mineira encontram objetos no sítio de Bruno que indicariam a presença de Eliza no local. Os técnicos também sangue humano no porta-malas da picape do goleiro. Um teste de DNA dirá se o sangue é realmente de Eliza. 1° de julho: O goleiro fala pela primeira vez com a imprensa sobre o caso, depois de treinar no Ninho do Urubu, e diz que torce para que Eliza apareça. 2 de julho: Vândalos picham um muro do Flamengo, na Gávea, chamando Bruno de assassino. 3 de julho: A revista “Veja” publica entrevista em que Bruno afirma que conheceu Eliza numa orgia que o PRESERVATIVO que usou com ela estourou. 4 e 5 de julho: A polícia faz buscas na Lagoa Suja, em Ribeiro das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, pelo corpo de Eliza. 6 de julho: Policiais da Divisão de Homicídios do Rio (DH) apreendem, na casa de Bruno, o menor, que, segundo a polícia, teria participado do assassinato de Eliza. Laboratório da UFRJ confirma a presença de substâncias abortivas na urina de Eliza. Justiça dá guarda de Bruninho ao avô Advogado da família quer entregar à polícia computador de Eliza A Justiça em Foz do Iguaçu (PR) concedeu, na noite de segunda-feira, liminar dando a guarda provisória de Bruno, filho de Eliza Samudio, ao pai da jovem, Luiz Carlos Samudio. Ele está com a criança desde que o bebê de quatro meses foi encontrado em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, na casa de conhecidos do goleiro Bruno, suposto pai do garoto. Segundo o advogado de Luiz Carlos, Jader Marques, a concessão da liminar é uma medida que “tranquiliza a família” durante as investigações do desaparecimento da jovem. Para o advogado, é preciso aguardar o fim das investigações para definir uma ação de guarda definitiva da criança. Na semana passada, a mãe de Eliza, Sônia Fátima Moura, de 44, que abandonara a filha quando ela tinha cinco meses, afirmou que pretendia lutar pela guarda do neto, mas, com a concessão da liminar, o bebê deve ficar com o Luiz Carlos Samudio até o julgamento da ação. Ontem, Marques foi a São Paulo para buscar o computador e outros pertences de Eliza na casa de uma amiga. A polícia quer analisar a troca de mensagens da jovem, para verificar com quem ela falou e o teor das conversas antes de desaparecer. Marques afirmou que, caso não consiga pegar o computador, pretende fazer um backup do HD para entregar à polícia. |
Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


















