EMPREGO E LOCAL DE TRABALHO

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EMPREGO E LOCAL DE TRABALHO

Apesar da transmissão do HIV ser improvável na maioria dos locais de trabalho, o suposto risco de transmissão tem sido usado por empregadores como um meio de despedir ou de recusar emprego a pessoas vivendo com HIV e AIDS — consideradas sob risco da infecção por HIV (ver por exemplo, Barragán, 1992; Gostin, 1992; Panos, 1992; Shisam, 1993; Hasan et ai, 1994; Omangi, 1997). Existem claras evidencias de que quando pessoas vivendo com HIV/AIDS se abrem e divulgam o seu status sorológico no trabalho, elas sofrem discriminação com freqüência (Panos, 1990; Gostin, 1992; Gostin & Lazzarini, 1997).

Por causa disto, o ambiente de trabalho tem sido identificado como um local importante para intervenções de prevenção ao HIV, com um enfoque particular na necessidade de reduzir a estigmatização e a discriminação.

O uso de testes anti-HIV no processo de seleção de candidatos para um emprego é um exemplo importante de prática discriminatória que foi relatada em várias empresas, principalmente em países onde os recursos disponíveis para os testes são disponíveis.

E até nos países mais pobres ou em desenvolvimento, isso tem sido freqüentemente relatado, principalmente nas empresas e nas indústrias onde alguns funcionários têm seguro-saúde (Parker, 1991; Jackson & Pitts, 1991). Os programas de saúde patrocinados pelo empregador fornecendo assistência médica e pensão aos funcionários têm sofrido pressão constante em países severamente afetados pela AIDS. E é evidente que alguns empregadores têm usado esta pressão como um pretexto para negar trabalho a pessoas com HIV e AIDS (Williams & Ray, 1993; Whiteside, 1993).


Apesar dos anos de experiência lidando com esses assuntos, somente umas poucas empresas têm desenvolvido estratégias para combater o medo, o estigma e a discriminação no ambiente de trabalho, e um número igualmente pequeno parece ter começado a definir as responsabilidades do empregador para com os funcionários que têm HIV/AIDS (Jackson & Pitts, 1991; Bezmalinovic, 1996). Devido a freqüência de relatos sobre estigmatização e discriminação ao HIV e à AIDS nesses ambientes, a ausência de uma intervenção eficiente e de respostas políticas torna os locais de trabalho um dos contextos principais nos quais devem ser implementadas ações que visam reduzir a estigmatização


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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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