A crise econômica mundial está atrasando o combate à Aids
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22/11/2009 – 20h45
“A minha preocupação é que os governos quase não falam em aumentar o investimento em saúde para combater a doença. No Peru esse investimento é ridículo e por causa das dificuldades financeiras muitos profissionais de saúde saem do país”, completou Domingo, que está organizando uma manifestação para a próxima semana a favor do aumento de recursos financeiros na área. Segundo ele, a grande maioria das empresas do Peru não cumpre os direitos dos trabalhadores em relação ao HIV/Aids. “Por lei as empresas são obrigadas a realizar ações para o combate da discriminação às pessoas com o vírus e a doença, mas isso não acontece.” O sindicalista explicou que o empregado com HIV/Aids no Peru não costuma ser demitido, mas como é discriminado no local de trabalho acaba se isolando e se afastando da empresa. “Temos muitas leis a favor desses trabalhadores, como a Lei ContraAids, o Regulamento da Lei Geral de Inspeção do Trabalho e a Estratégia Sanitária Nacional de Prevenção e Controle das DSTs, HIV e Aids. Porém, a fiscalização ainda é uma grande dificuldade”, declarou a ministra do Trabalho do Peru, Manuela García. Apesar disso, continuou a ministra, “eu soube de apenas um caso em que um empregado foi demitido, mas conseguimos reverter facilmente a situção.” Dados oficiais indicam que no Peru existem 23 mil pessoas com Aids, sendo 80% dos doentes trabalhadores ativos. Fábio Serrato O repórter Fábio Serrato cobre o 5º Fórum da América Latina e do Caribe em HIV/Aids e DSTs com apoio do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo AGÊNCIA AIDS | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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