O aconselhamento a casais pode ser vital na prevenção do HIV
Publicado em 5 de outubro de 2014 (há 12 anos e 12 dias)Atualizado em 3 de setembro de 2026 (há 1 mês e 14 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não...
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O aconselhamento a casais pode ser vital na prevenção do HIV na África
Um amplo estudo realizado em Zambia descobriu que, no contexto dos casais heterossexuais sorodiscordantes ao HIV, realizar intervenções de conselling e a realização da prova do HIV aos dois membros do casal resulta mais eficaz na hora de reduzir a transmissã, do HIV na África a uma pessoa que tem o vírus que proporcionar terapia anti-retroviral à pessoa com HIV sem ser acompanhados de nenhum elemento decounselling.
Em Zâmbia até a presente data, mais de 150.000 casais receberam uma intervenção de realização voluntária decounselling e prova e em 12% dos casos, um membro do casal vivia com HIV. Esse estudo revelou que os casais que receberam esta intervenção, a taxa anual de infecção entre os membros sem HIV dos casais reduziu para menos da quinta parte do 11% ao 2%. A realização voluntária decounselling e provas não implicou necessariamente no diagnóstico de um membro do casal: em muitos casos permitiu que pessoas que já sabiam que tinham o HIV e ocasionalmente faziam terapia anti-retroviral revelaram aos seus respectivos parceiros.
A equipe de pesquisadores comparou a incidência de HIV antes e depois que já sabiam que tinham o HIV na África e ocasionalmente faziam terapia anti-retroviral revelaram aos seus respectivos parceiros.
A equipe de pesquisadores comparou a incidência de HIV antes e depois da intervenção em casais cujo membro com HIV já fazia tratamento com a incidência antes e depois da intervenção nos casos de diagnóstico recentes mas que não tinham iniciado a terapia. Isto evidenciou de modo significativo que a incidência de HIV no casal diminuiu em 70% após a realização voluntária de counselling e provas, mas só um 30% nos casos em que a pessoa com HIV tinha iniciado a terapia anti-retroviral sem ter recebido a intervenção voluntária. Quando se deram as duas circunstancias, a redução na incidência chegou a 83%. Esta cifra é bastante diferente do 96% na redução de infecções por HIV, observada no estudo HPTN052 quando as pessoas com HIV iniciaram o tratamento. Parte da explicação a esta discrepância parece ser que níveis comunitários de adesão ao tratamento são muito ruins em Zâmbia e isto se deve em parte ao medo que as pessoas tem de que os seus parceiros descubram que tem HIV, portanto ajudar a revelar o estado serológico poderia contribuir na redução das transmissões.
Comentário: Um resultado significativo, e é um que tem que ser repetido, e confirmando-se deveria servir para incentivar uma reflexão sobre os protocolos de outros estudos sobre tratamento como prevenção que evitaram intencionalmente que se produzisse desenvolvimento do estado serológicos entre o casal por medo a rejeição ou mesmo a violência à pessoa com HIV. Que de modo geral, o conselling contribuiu para criar um ambiente de maior confiança e intimidade onde se vê refletida a incidência de HIV nos casais onde nenhuma das pessoas tinha HIV (ou seja, infecções procedentes de algum de fora da relação) também foram reduzidas em um 70% após a intervenção voluntária, passando de 1,4% a um 0,44% ao ano.
Moral da História: O HIV na África pode ser controlado com políticas simples e baratas.
Tradução Martha Prieto
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