Cocaína
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Cocaína
Conseqüências potenciais do uso da cocaína
Os usuários de cocaína talvez tomem muitas doses para se manter alto, o que pode causar ansiedade, paranóia e desenvolvimento de tolerância à droga. Isso significa que doses maiores têm de ser tomadas para atingir uma alta similar. Embora não cause vício do mesmo modo que a heroína ou os opiáceos, os usuários podem se tornar psicologicamente dependentes da alta transitória que a cocaína provoca e descobrem que, com a abstinência, sofrem de ansiedade, depressão ou fadiga. O uso prolongado tanto da cocaína como do crack pode causar ansiedade grave, depressão clínica, comportamentos psicóticos, agressão, perda de peso e má nutrição. Comprovou-se que ambas as drogas causam problemas de coracão potencialmente fatais, incluindo infarto, angina, batida irregular e inflamação e aumento do coração. Semelhante à maioria das outras drogas ilícitas, a cocaína raramente é vendida na sua forma pura. A droga é geralmente dissolvida ou adulterada com outras drogas mais baratas, como anfetamina (‘speed’), talco ou detergentes que podem ser venenosos ou causar irritação, levando à infecção. Cheirar cocaína pode danificar a membrana entre as narinas, levando a sangramento e perfuração definitiva. Relatórios mostraram que dividir instrumentos de aspiração permite a transmissão do vírus da Hepatite C. Esfregar a cocaína na gengiva, vagina ou ânus pode causar ulceração, o que poderia aumentar a transmissão do HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis. Dividir do mesmo equipamento para injeção também apresenta um risco de transmissão do HIV, do vírus da Hepatite e outras infecções transmitidas através do sangue.Cocaína e HIV
A cocaína não é bolizada pelo organismo da mesma forma que os medicamentos anti-HIV. Por isso, parece não haver razão para se preocupar com interações entre eles. Estudos com tubo de ensaio sugerem que a cocaína altera o funcionamento do sistema imunológico de várias maneiras, fazendo as células brancas mais vulneráveis ao HIV. Através de experimentos conduzidos com camundongos infectados pelo HIV, criados em laboratórios, descobriu-se que os animais expostos à cocaína tinham bem menos células T CD4 do que os camundongos que não receberam a droga. Isso sugere que a doença do HIV pode progredir mais rápido em usuários regulares de cocaína. Entretanto, estudos observando o uso regular da cocaína e a progressão da doença em homens gays produziram resultados divergentes. Um estudo não descobriu nenhuma associação, enquanto que um outro sugeriu que o uso da cocaína semanalmente estava associado com um risco maior de morte. Esses tipos de estudos podem ser difíceis de interpretar, já que o uso da droga pode ser um indicador de outras questões sociais que podem afetar nocivamente a saúde – como acesso limitado aos centros de saúde ou outros problemas de saúde. Assim como para todas as drogas ilícitas, também é sensato considerar como o uso poderia impactar na aderência dos seus medicamentos anti-HIV. Caso esteja preocupado com o uso da droga ilícita, seu médico ou pessoal dedicado aos cuidados com a saúde serão capazes de encaminhá-lo a uma fonte de apoio apropriada. A Soropositivo.Org lembra aos leitores que o uso da cocaína é ilegal no Brasil e em muitos outros países. Este informativo foi produzido levando em conta as leis do Brasil. Os leitores em outros países devem estar atentos que a posição legal do uso da cacaína pode ser diferente àquele descrito neste InformativoSe você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
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