Neonazistas são presos por ataque à Parada Gay
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Nove jovens de 17 a 23 anos planejaram bomba que feriu pelo menos 22 pessoas em junho na capital
CRISTINA MORENO DE CASTRO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Nove jovens de 17 a 23 anos, integrantes de um grupo neonazista, foram responsabilizados por soltar uma bomba caseira que feriu participantes da Parada Gay de São Paulo, em 14 de junho. Eles são da gangue “Impacto Hooligan”, que prega a intolerância contra homossexuais. Seus nomes não foram divulgados pela polícia.
O explosivo foi jogado no meio da multidão na avenida Vieira de Carvalho (centro da capital), ferindo levemente pelo menos 22 pessoas.
A Polícia Civil encerrou o caso nesta sexta-feira ao prender os últimos jovens identificados -dois homens e três mulheres.
O acusado de ser chefe da gangue -um universitário de 19 anos apelidado de “Chucky”, morador da Vila Mariana- já tinha sido preso há 13 dias, junto com outro integrante do grupo, suspeito de tentativa de homicídio contra punks de uma gangue rival. Os dois adolescentes de 17 anos que também são suspeitos de participar do ataque não foram detidos. Ninguém acionou advogado de defesa, segundo a polícia.
As principais pistas para identificar o grupo foram um e-mail com ameaças a organizadores da Parada Gay e imagens de segurança de uma boate do largo do Arouche. A polícia diz ter apreendido na casa dos jovens agendas comprovando que o ataque foi planejado.
A polícia investiga se a gangue também é responsável pela morte de Marcelo Campos Barros, 35, espancado naquele dia. O inquérito sobre esse homicídio ainda não foi concluído.
Os sete jovens presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, manuseio de explosivos e por lesão corporal.
FOLHA DE S.PAULO-SP | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
COTIDIANO |
| 05/DEZEMBRO/09 |
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