Bomba em Parada Gay foi ataque neonazista
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Polícia prende sete integrantes do grupo em São Paulo
Após cerca de cinco meses de investigações, A Polícia Civil de São Paulo identificou nove pessoas – entre elas dois adolescentes apontados como responsáveis por jogar uma bomba caseira em participantes que dispersavam do desfile da Parada Gay, em São Paulo, no dia 14 de junho. Duas delas, segundo a polícia, já haviam sido presas recentemente.
Outras cinco, informou o órgão, foram detidas ontem.
De acordo com a polícia, o ataque foi planejado por um grupo neonazista identificado como Impacto Hooligan. Ao contrário das informações divulgadas à época – de que o artefato havia sido jogada de um prédio -, a Polícia Civil chegou a conclusão que a bomba caseira foi atirada para o alto, no meio dos participantes. Ao menos 22 pessoas ficaram feridas no episódio.
Ao todo, estão presos quatro homens e três mulheres. Apesar de identificados, os dois adolescentes não foram detidos. Os maiores de idade devem responder por lesão corporal contra 12 dos feridos e formação de quadrilha.
As imagens de segurança de uma boate próxima ao local da explosão e um e-mail com a ameaças à Associação da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) foram determinantes para identificar o grupo, segundo a polícia.
Dois dos suspeitos foram presos há alguns dias por agressão a punks, grupo em geral rival dos neonazistas, informou a polícia. Os outros cinco presos nesta sexta foram encaminhados a um Centro de Detenção Provisória. A polícia afirma que entre eles está um universitário de 19 anos, líder do grupo.
Na casa dos suspeitos, a polícia afirma ter apreendido documentos, livros e material neonazista. De acordo com as investigações, eles agem, também, em parceria com gangues de outros estados, principalmente do Paraná e do Rio Grande do Sul. (Com agências)
JORNAL DO BRASIL-RJ | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
PAÍS |
| 05/DEZEMBRO/09 |
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