Novo protocolo define tratamento para crianças e adolescentes com HIV
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Novo protocolo define tratamento para crianças e adolescentes com HIV
Protocolo define com maior clareza a primeira linha de terapia antirretroviral Thinkstock
Um novo protocolo de tratamento clínico para infecção pelo HIV de crianças e Adolescentes com HIV foi lançado pelo Ministério da Saúde em consulta pública nesta sexta-feira (7). A nova proposta recomenda que o início do tratamento em recém-nascidos expostos deve ser feito com AZT (Zidovudina) por quatro semanas. Esta indicação é aplicada aos filhos de mães soropositivas que foram acompanhadas desde o pré-natal. Já no caso das gestantes que não receberam antirretroviral durante a gravidez é recomendado aos bebês a utilização de AZT (Zidovudina) por quatro semanas, acompanhado de Nevirapina em três doses. Antes, a recomendação era de uso do AZT durante seis semanas. Outra inovação é a indicação do início do tratamento para crianças de um a cinco anos, com carga viral superior a 100 mil cópias (quantidade de HIV que circula no sangue, considerada alta e que sugere o progresso da doença nas crianças). Também é recomendado o início de tratamento para todas as crianças com idade superior a cinco anos com CD4 acima de 500. A contagem de linfócitos T CD4+ (CD4) indica como está a resposta do sistema imunológico ao vírus, permitindo ao médico monitorar a saúde do paciente que toma os antirretrovirais. Antes, o critério considerado era a contagem de CD4. O protocolo, que apresenta novas propostas para aperfeiçoar o atendimento e tratamento dessa população (crianças e Adolescentes com HIV com HIV) no país, ficará em consulta pública por um período de 30 dias (até 9 de março) e será finalizado ainda neste primeiro semestre. A faixa etária considerada para o protocolo é de recém-nascidos até os 13 anos. Nota do editor de soropositivo.org: É importante frisar que esta população precisa de atenção especial. ser uma criança vivendo com HIV ou um Adolescente com HIV no mundo de hoje é extremamente complexo e a adesão ao tratamento vai variar de acordo com fatores como vida em família (se o adolescente tiver uma), vulnerabilidade social e personalidade, para se dizer o mínimo. Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
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