Populações-Chave Afetadas
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
Tópicos Tratados Nesta Página
- Sobre linhas orientadoras, metas e recursos: os documentos que definiram a Conferência Internacional sobre SIDA de 2014
- As barreiras para atingir o fim da SIDA
- Linhas orientadoras que atendam às necessidades das comunidades
- Populações chave, populações vulneráveis
- Prevenir overdoses – kits de naloxona
- Eliminar os factores incapacitantes
- Já podemos eliminar a epidemia através do tratamento? 90/90/90
- O que pode ser possível
- Obstáculos a ultrapassar
- Os perigos da insistência
- Assumir responsabilidade: irão os governos financiar os seus próprios programas na área do VIH?
- Referências
- Tradução
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Sobre linhas orientadoras, metas e recursos: os documentos que definiram a Conferência Internacional sobre SIDA de 2014
Se fosse possível definir a 20ª Conferência Internacional sobre SIDA (AIDS 2014) numa frase, uma que tivesse surgido em várias apresentações e documentos, seria “populações-chave afetadas”.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o novo Consolidated Guidelines on HIV prevention, diagnosis, treatment and care for key populations a 11 de julho, nove dias antes do início da conferência.
Chamou inicialmente a atenção com uma série de notícias incorretas no The Age (corrigida desde então) e na Time, onde se dizia que a OMS afirmava que “Todos os homens que têm sexo com homens devem tomar terapêutica antirretroviral”.
Na realidade, a OMS afirma algo muito mais prudente e preliminar, nomeadamente que a evidência sugere fortemente que, para os homens que têm sexo com homens (HSH), “a PrEP é recomendada como medida adicional de prevenção do VIH, dentro de um conjunto abrangente de métodos de prevenção do VIH”. (Também não afirma que o “conjunto abrangente de métodos de prevenção do VIH” deve incluir uma recomendação para tomar a PrEP sempre com preservativos, como também foi declarado).
As mudanças em relação às anteriores linhas orientadoras prendem-se com o facto de que estas sugeriam que a PrEP só deveria ser disponibilizada como parte de um programa contínuo de investigação sobre este novo e pouco usado método de prevenção do VIH. No entanto, atualmente a OMS sugere que as evidências existentes são suficientes para que se considere uma forma de permitir aos homens que têm sexo com homens a toma da PrEP. Indica também que a PrEP deve ser tida em consideração para pessoas seronegativas para o VIH quando estas se encontram num relacionamento serodiscordante, mas tal não é uma recomendação.
O brasileiro Fábio Mesquita, diretor de saúde na área do VIH e IST, foi responsável pela reavaliação das evidências em relação à PrEP que se encontram nas novas linhas orientadoras. Afirmou numa conferência de imprensa em Melbourne: “A questão já não é se a PrEP resulta, mas se podemos disponibilizá-la.”
As barreiras para atingir o fim da SIDA
Linhas orientadoras que atendam às necessidades das comunidades
Populações chave, populações vulneráveis
Prevenir overdoses – kits de naloxona
Na verdade, só existe uma outra recomendação específica nestas novas linhas orientadoras (além da acima referida recomendação da PrEP para HSH). A OMS recomenda, tal como fizera anteriormente, o acesso a programas de troca de seringas e a terapêutica de substituição opiácea, mas acrescenta a recomendação de que as pessoas que usam drogas injetáveis devem ter acesso a kits de emergência de naloxona, antidoto da heroína, para serem usadas por amigos ou pelos próprios consumidores em caso de overdose acidental. Philip Read, da OMS, disse à conferência que atualmente morrem mais consumidores de drogas injetáveis por overdose que por SIDA e que 60% das overdoses ocorrem à frente de outra pessoa. Quase todas as pessoas que injetam drogas que foram entrevistadas no âmbito de uma investigação da OMS, tinham em algum momento presenciado uma overdose, e no primeiro ano do ensaio de kits de naloxona, 20% destes foram usados. Este fornecimento de uma “PrEP paraoverdoses” poderá conduzir a uma redução substancial das mortes, afirmou.
Eliminar os factores incapacitantes
Já podemos eliminar a epidemia através do tratamento? 90/90/90
O que pode ser possível
Obstáculos a ultrapassar
Os perigos da insistência
Assumir responsabilidade: irão os governos financiar os seus próprios programas na área do VIH?
Referências
Organização Mundial de Saúde: Consolidated guidelines on HIV prevention, diagnosis, treatment and care for key populations – ver www.who.int/hiv/pub/guidelines/keypopulations/en/
ONUSIDA: Ambitious Treatment Targets: writing the final chapter of the AIDS epidemic – verwww.unaids.org/en/media/unaids/contentassets/documents/unaidspublication/2014/JC2670_UNAIDS_Treatment_Targets_en.pdf
International Treatment Preparedness Coalition: Global Policy, Local Disconnects: a look into the implementation of the 2013 HIV treatment guidelines – ver www.itpcglobal.org/atomic-documents/11057/20005/WHO%20Report_web.pdf
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