Preconceito em cidades menores – Ainda pior…
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
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Com 2.450 habitantes, a cidade de Lacerdópolis, no Meio-Oeste de Santa Catarina, batalha contra o preconceito. Os assuntos sobre AIDS ou qualquer outra doença sexualmente transmissível são quase proibidos nas rodas de conversa. Tanto que existe um caso SOROPOSITIVO notificado na cidade, mas nem a Secretaria de Saúde do município sabe. Isso porque a pessoa, provavelmente, procurou atendimento em outra cidade. O motivo: evitar o preconceito. Embora a ética dos profissionais de saúde prometa segredo sobre o assunto, muita gente prefere não correr o risco. Há, ainda hoje, pessoas que acabam deixando a prevenção de lado e sequer descobrem ter contraído a doença. Conforme a enfermeira responsável pela Saúde, Marineia Storti, existe preconceito até sobre a utilização de PRESERVATIVOS. – É complicado falar até sobre PRESERVATIVOS. E mais ainda sobre a AIDS e as demais doenças. Fizemos um trabalho intenso relacionado à prevenção – salienta. Para quebrar as barreiras, os adolescentes se tornaram público assíduo de palestras realizadas nas escolas. O assunto geralmente é integrado às disciplinas e a intenção é explicar sobre os males da falta de prevenção, para não precisar remediar no futuro. Agentes comunitários ajudam com informação As datas das palestras são combinadas com os professores, de acordo com a disponibilidade das grades escolares. Além disso, as agentes comunitárias de saúde fazem visitas familiares e abordam o assunto. Elas checam se as mulheres fizeram exames de colo de útero, por exemplo. E ainda explicam as finalidades de procurar um médico com frequência, focando nos malefícios que uma doença não tratada pode trazer à saúde. Em se tratando de AIDS, pelo menos dois exames são realizados a cada mês. A enfermeira faz uma observação: – A maioria das pessoas com suspeita da doença prefere procurar municípios maiores, com medo do preconceito que ainda existe nas cidades do interior. DAISY TROMBETTA | Joaçaba DIÁRIO CATARINENSE – SC | GERAL |
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