Menor nível educacional gera diagnóstico tardio
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
Tópicos Tratados Nesta Página
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
Este site é mantido de forma totalmente independente por Cláudio Souza, diagnosticado com HIV/AIDS em 1994 e enfrentando, mais recentemente, os diagnósticos de Insuficiência Pancreática Exógena e Miastenia Gravis.
Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
Se você pode e quer ajudar a manter esta história no ar, faça um PIX de qualquer valor:
Um estudo europeu revela que o menor nível educacional está relacionado a um diagnóstico e início do tratamento tardios
As pessoas com menores níveis de educação têm mais probabilidades de serem diagnosticadas quando a infeção está mais avançada e a começar um tratamento com uma contagem de CD4 mais baixa.
Em consequência, Sara Lodi e uma equipe de colegas decidiram analisar os dados de coorte de 15.414 pessoas diagnosticadas com HIV em Áustria, França, Grécia, Itália, Espanha e Suíça entre 1996 e 2011.
Como indicador substituto para medir o estado socioeconômico, a equipe de investigadores empregou o nível educacional, já que foi o único dato coletado de forma padronizada em vários países europeus. Os níveis educacionais concluídos foram classificados em: básico incompleto (em geral, abandono da escola antes dos 16 anos), básico (geralmente até os 16 anos), secundário (geralmente, escolarização além dos 16 anos) e terciário (graduação ou cursos vocacionais).
Entre as coortes, embora 73% das pessoas com um nível educacional básico incompleto foram diagnosticadas com HIV quando sua contagem de CD4 estava abaixo de 350 células/mm3, esta porcentagem reduziu-se a 55% no caso das pessoas com nível educativo terciário. Do mesmo modo, 52% das pessoas com um nível educacional básico incompleto foram diagnosticadas com HIV quando sua contagem de CD4 estava abaixo de 200 células/mm3, em relação a apenas 31% no grupo de educação terciária. As contagens médias de CD4 no momento do diagnóstico nestas duas categorias foram de 173 e 251 células/mm3, respectivamente.
Comentário: É possível que esses resultados não suponham uma grande surpresa, mas é relativamente raro encontrar estudos pan-europeus focados nos aspectos sociais do HIV. Os investigadores afirmam que a educação pode significar que as pessoas disponham de um melhor acesso ao atendimento sanitário, a um acompanhamento mais cuidadoso de sua própria saúde, a tomar melhores decisões sobre a saúde e a ser mais capazes de superar o estigma e os fatores psicológicos como a baixa confiança em sua própria capacidade. Tradução Diana Margarita www.tradutoradeespanhol.com.brSe você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho:
Chave Pix: solidariedade@soropositivo.org
Você também pode me escrever para: claudio@soropositivo.org
Fale com o Blog Soropositivo
Tem uma pergunta, sugestão ou quer falar sobre janela imunológica, sexo oral, PEP, PrEP ou outro assunto? Use o formulário abaixo.
Error: Contact form not found.
Discover more from
Subscribe to get the latest posts sent to your email.

No Comment! Be the first one.