Epidemia de aids em grande parte do Brasil está estabilizada, mas o Paraná registra mais de 1 caso por dia
O Ambulatório DST/Aids registrou mais de um caso de aids por dia em janeiro deste ano entre moradores de Maringá e cidades do estado do Paraná, informa o Ministério da Saúde. O número é o dobro da média verificada em todo o ano passado.
Em janeiro, 70% dos 34 novos casos foram de moradores de Maringá. Hoje, o ambulatório acompanha 2.239 pacientes de Maringá e de outros 29 municípios da 15ª Regional de Saúde. Desse total, 80% desenvolveram a doença e 20% são portadores do HIV.
A região de Maringá é a terceira do Paraná em número de casos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.
A coordenadora do ambulatório, Eliane Biazon, diz que há alguns fatores que explicam a tendência de alta nos números em janeiro.
“O serviço de atendimento está mais visível e hoje temos uma política mais eficiente de prevenção à doença.”
O teste rápido de HIV é feito em sete Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na Policlínica Zona Sul. “Quanto mais testes são realizados mais casos de HIV são identificados”, explica Biazon.
Além do teste rápido e do maior número de unidades que ofertam esse tipo de serviço na cidade, um ônibus, que foi transformado em um laboratório itinerante, contribuiu para identificar mais casos. Em Maringá e região, em todo o ano passado o Ambulatório identificou 175 novos casos (14,5 em média por mês), quantidade 5,4% menor que os 185 registros de 2012.
Eliane considera também que as pessoas estão perdendo o medo de contrair o vírus HIV. “Hoje, embora seja muito difícil o tratamento e apesar de não ter cura, tornou-se uma doença crônica. As pessoas conseguem manter uma determinada qualidade de vida”, observa.
Ela ressalta que o Brasil é um dos poucos países que ainda custeiam o tratamento. “Há países desenvolvidos que não subsidiam.
Paraná e Região
Segundo dados da Secretaria Estadual, nos 30 municípios da 15ª Regional foram registrados 848 casos de HIV/Aids entre 2007 e 2013. Entre 1984 até 2013, foram registrados 30.495 casos no Paraná. Deste total, 29.564 (96,94%) são adolescente e adultos e 931 (3,06%) crianças menores.
A média é de 1.300 novos registros por ano no Paraná, que é o oitavo Estado no ranking nacional com maio número de casos de Aids. Entre as regiões paranaenses, a de Maringá é a terceira em número de casos com uma incidência de 17 casos por cem mil habitantes. A região de Maringá fica atrás da região de Paranaguá (40,2) de Foz do Iguaçu (17,8).
Eliane destaca que um dos problemas enfrentados pela Saúde pública é o tratamento tardio da doença. “Há casos também em que o paciente não faz o tratamento em sua cidade por ter medo que os amigos e a família fiquem sabendo. Esses pacientes procuram outros municípios e até tratamento na rede privada”, conta.
Nacional
Segundo o Ministério da Saúde, a epidemia de SIDA no Brasil está estabilizada. A taxa de detecção gira em torno de 20 casos a cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 39 mil novos registros da doença por ano.
Segundo estimativas do Ministério, atualmente cerca de 718 mil pessoas vivem com HIV e, dessas, 150 mil não sabem que têm a doença. Hoje, cerca de 340 mil pessoas estão em tratamento com medicamentos antirretrovirais pelo SUS.
O coeficiente de mortalidade por SIDA vem caindo no Brasil nos últimos 10 anos. Em 2003, era de 6,4 casos por 100 mil habitantes, caindo para 5,5 em 2012.
Desde o surgimento da doença, na década de 1980 até 2013, a Aids já vitimou 190.215 homens e 75.371 mulheres no paí.

Nota do editor de Soropositivo.Org: Esta falsa leitura de que tornou-se uma doença crônica podeE SER O ESTOPIM PARA UMA GRAVE CALAMIDADE. É uma doença cara,que custa milhoes aos cofres públicos isso porque o Brasil quebro patentes esratégica e produz alguns dos medicamentos usados no coquetel. Pondo a situaçãofinanceira delado, viver com HIV não é um psseio à praçae exige muta disciplina para manter o tratamento nos eixos
E tem muito mais, ningum sabe o que vai acontecer co pessoas (como eu) que chegaram aos 50 anos de idade com HIV e que viveram mais de vinte anos com a doença. Somos os primeiros; seremos cobas mais uma vez (quantos tratamentos equicocados me foram passados e, hoje, as regras sao outras). Não seja bobo ou boba; diga não à aids Fazer amor, so com camisinha.
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