, Atualizado Quarta-feira, 28/11/2007 às 19h30
A campanha deste ano será voltada principalmente ao público jovem com idade entre 14 e 24 anos, em universidades e nos postos de saúde da cidade
Micheli Monge
micheli@odiariomaringa.com.br
Rafael Silva
Marta Storti e a colcha de retalho: expressão das pessoas sobre a Aids
O próximo sábado, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Em todo o País várias atividades estão programadas para celebrar a data, com o tema "Sua Atitude tem Muita Força na Luta Contra a Aids", e o foco voltados aos jovens com idade entre 14 e 24 anos.
Em Maringá, as atividades serão realizadas nesta sexta-feira na Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Centro Universitário de Maringá (Cesumar) e nos postos de saúde.
A abertura oficial está agendada para as 9 horas, na Praça de Convivência Comunitária do Cesumar, e contará com a presença do prefeito Silvio Barros (PP) e do secretário da Saúde, Antônio Carlos Nardi.
Segundo a coordenadora de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde, Marta Evelyn Storti, as ações vão ocorrer nas universidades e não em praças públicas como em anos anteriores, por causa de o público-alvo da campanha ser o jovem.
"É que é neles que a epidemia vem crescendo cada vez mais, principalmente entre as mulheres." A intenção da campanha é afirmar os direitos do jovem de viver a sexualidade e de ter acesso ao preservativo e à informação.
Para a coordenadora, o jovem tem uma linguagem própria e ele busca informações no meio em que vive. "Queremos aumentar a informação sobre prevenção entre os jovens, podendo assim, criar multiplicadores naturais.
O jovem ouve muito mais o que outro jovem fala do que um adulto", afirma.
Marta Storti destaca que, do total de partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, 26% são em adolescentes e jovens com idade entre 15 e 19 anos.
"Com certeza, essas meninas não planejaram a gravidez. Isso mostra que elas estão mantendo relação sexual sem preservativo."
A batalha contra a doença na cidade, não se restringe apenas ao Dia Mundial de Luta contra a Aids.
Desde 2003 a Coordenação Municipal DST/Aids e o Centro de Testagem e Aconselhamento em HIV/Aids, promovem diversas campanhas durante o ano, em especial no Carnaval, Dia Internacional da Mulher e Dia dos Namorados.
Apesar do trabalho e informação, a Aids continua fazendo mais vítimas. De acordo com Marta Storti, isso se deve a um conjunto de fatores.
"É uma questão de gênero e cultura, por exemplo. A mulher sente dificuldades de negociar o uso do preservativo com o marido, porque ele vai achar que ela está desconfiando dele. Outro caso são as pessoas com pouca escolaridade, o que se torna mais difícil a conscientização do uso da camisinha", explica.
Dentro da programação das atividades do Dia Mundial de Luta contra a Aids, uma colcha de retalhos confeccionada por pacientes, familiares e profissionais de saúde, vai ser colocada em exposição. Nela está expresso o que cada uma dessas pessoas sente em relação à Aids.
"O resultado foi muito positivo e as pessoas expressaram nela o lado humano, a solidariedade em relação à doença", afirma Marta.
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