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Agência de Notícias da Aids |
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17/MARÇO/08 |
Depois de reportagem da Agência Aids sobre demissão supostamente motivada pela soropositividade de funcionária, surge nova denúncia contra Hospital de Guarulhos
16/03/2008 – 10h40
Uma ex-funcionária do hospital Stella Maris, Cíntia Antunes Fernandes da Cruz, 26 anos, era uma agente de saúde do Programa Saúde Família, em Guarulhos, grande São Paulo. Ela afirma que teria sido demitida após tornar-se soropositiva (saiba mais). O hospital negou que tivesse demitido a funcionária por esta razão.
Depois da notícia ser veiculada na Agência de Notícias da Aids, o site Guarulhos Web publicou, no dia 7 de março, uma nova denúncia contra o mesmo hospital. Um ex-vigilante do lugar diz que também foi demitido por ser portador do vírus HIV. Confira a matéria na íntegra.
R.A.S., 32 anos, é ex-funcionário do Hospital Stella Maris, na Vila Endres
Após a publicação do caso da agente de saúde da família Cíntia Antunes Fernandes, na edição desta quinta-feira deste Guarulhos Hoje, demitida, segundo ela, por preconceito pelo fato de ser soropositivo, o ex-vigilante entrou em contato com a reportagem para relatar seu caso.
Chefe de família, com um filho de apenas dois anos, o rapaz prefere não ser identificado para evitar mais constrangimentos. Ele conta que foi funcionário do hospital durante seis meses. Nesse período, descobriu que era portador do vírus HIV, contraído após uma doação de sangue. Depois de aproximadamente um mês, em fevereiro de 2007, R.A.S. foi demitido do hospital.
"Assim que descobri que era soropositivo, me pediram para procurar o Hospital Padre Bento para começar o tratamento, já que lá não havia esse tipo de especialidade. Logo depois, senti que as pessoas mudaram comigo, me tratavam diferente, porque sabiam que eu tinha HIV", explica. "Um mês depois meu chefe me chamou e disse que, para ele, funcionário doente não servia."
Outro lado – O chefe de segurança do Hospital Stella Maris, João de Souza, era supervisor de R.A.S. e explicou que a dispensa se deu devido ao excesso de faltas, atrasos e indisciplina do funcionário. "Eu nunca soube da doença. A única coisa que falei para ele na época foi que funcionário que trabalha em regime de plantão não poderia faltar", disse Souza.
O ex-segurança entrou com um processo contra o hospital por dano moral, material e discriminação. Ainda assim, arranjou outro emprego, que não durou muito. "Consegui emprego de motorista à noite, mesmo período em que eu precisava tomar os coquetéis, o que me deixava com muito sono."
O processo do ex-vigilante correu na 6ª Vara do Trabalho de Guarulhos. R.A.S. conseguiu que um dos funcionários do hospital testemunhasse a seu favor. "Mas, por uma infelicidade, minha única testemunha faleceu dias antes da audiência. A empresa tinha duas testemunhas e, por isso, o juíz não acolheu meu pedido e deu ganho de causa ao hospital", explicou sua advogada, Marli Gorgone.
Mesmo com o resultado negativo, em outubro, a advogada entrou com recurso no Tribunal de Justiça, já que há provas de que o funcionário foi dispensado quando estava doente. "Só quero justiça. O preconceito eu já tenho que suportar. Mas essa injustiça não", completa.
Fonte: Guarulhos Web
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