Escola sem homofobia

Hoje: 1 · Últimos 7 dias: 10 · Últimos 30 dias: 10 · Este ano: 10 · Desde 04/11/2010: 283
Chyntia Barcellos

O tema é HOMOFOBIA

A pesquisa do projeto Escola sem Homofobia, realizada em 11 capitais, inclusive em Goiânia, ouviu jovens de escolas públicas do 6º ao 9º ano, e constatou um cenário de preconceito, intolerância e total desconhecimento do tema diversidade sexual. Apesar de não terem sido abordadas, as escolas particulares também estão sujeitas à homofobia.

A escola não é uma célula isolada na sociedade. Ela é o espelho das mazelas sociais. Alunos, professores e funcionários reproduzem no sistema escolar suas vivências, percepções, emoções e preconceitos. Os alunos em formação muitas vezes são alvo da falta de preparo não só das escolas, mas também de seus pais e responsáveis para lidar com as diferenças.

No caso de adolescentes LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, TRAVESTIS e TRANSEXUAIS) além do preconceito e discriminação na escola, tanto por parte de colegas e até pelos próprios educadores, aqueles ainda encontram um cenário hostil dentro de casa.

E a escola ainda argumenta que um dos entraves para se trabalhar o tema diversidade sexual é a família, os pais, os quais, arraigados ao padrão heteronormativo, religioso e machista, não querem ver seus filhos envolvidos com o assunto. Será essa premissa verdadeira ou apenas meio verdade? Ou é a escola que também não sabe se posicionar diante do tema e camufla de alguma forma sua omissão na repressão dos pais?

À parte desses questionamentos, a sociedade brasileira está diante do fenômeno de bullying escolar, que é a prática de atos de violência física ou psicológica, de modo intencional e repetitivo, exercida com o objetivo de constranger, intimidar, agredir, causar dor, angústia ou humilhação à vítima.

Nesse sentido é a homofobia um dos vetores mais recorrentes do bullying escolar, até porque, segundo a pesquisa, a escola é o local onde se ensina, desde a infância, que a homossexualidade é um caminho errado.Logo, os resultados são desastrosos. Além de acarretar problemas psicológicos graves, tal fato contribui ainda para a dificuldade de aprendizagem, levando à evasão escolar, à baixa escolaridade, podendo até acarretar o suicídio e a marginalidade.

E quem são os responsáveis? Segundo o filósofo e educador Paulo Freire, “a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Assim, a escola ao exercer sua função pública de educação para a inclusão deve trazer a família para a discussão, a fim de diminuir o antagonismo acerca da sexualidade que permeia esses dois grupos.

Chyntia Barcellos é advogada especialista em Direito das Famílias e Direito Homoafetivo. chyntia@chyntiabarcellos.com.br

 

O POPULAR – GO | OPINIÃO

Este blog existe há 25 anos.
Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.

E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho:
Chave Pix: solidariedade@soropositivo.org

Você também pode me escrever para: claudio@soropositivo.org

Fale com o Blog Soropositivo

Tem uma pergunta, sugestão ou quer falar sobre janela imunológica, sexo oral, PEP, PrEP ou outro assunto? Use o formulário abaixo.

    Este formulário usa Akismet para reduzir spam. Descubra como seus dados são processados.

    Total Views: 0

    Descubra mais sobre Blog Soropositivo Arquivo HIV

    Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.