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Especialistas não concordam com segmentação de alunos LGBT em escola a ser criada em Campinas

 

10/01/2010 – 17h

 

Uma escola para adolescentes LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) vai ser criada a partir de março de 2010 em Campinas (93 km de SP), por meio de um convênio com o Estado. O espaço vai promover cursos técnicos para jovens entre 12 e 18 anos que buscam aulas de expressão artística, gráfica e cênica voltadas para esse público (saiba mais). Especialistas ouvidos pela Agência de Notícias da Aids acreditam que a iniciativa é boa, mas não aprovam a ideia. Isso porque na opinião deles as pessoas na sociedade em geral precisam aprender a conviver com as diferenças e a segmentação pode excluir esse grupo.

“Trabalhar temas como respeito e valorização deve ser feita em qualquer ambiente escolar. É preciso saber respeitar sempre. As pessoas precisam aprender a conviver com as diferenças”, disse Ricardo Desidério, especialista em Educação Matemática. Mestre em Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática pela Universidade Estadual de Maringá, Paraná.

 

Desidério que também é sócio da SBRASH – Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana – acredita que quando há apoio das diretorias de colégio, o trabalho com educação sexual em sala de aula pode ser mais fácil. “Trabalhei este ano no Colégio Estadual Nilo Peçanha e lá fui professor de matemática. A escola por ter uma direção aberta e profissionais qualificados permitiu-me desenvolver um projeto nesta área. Senti-me valorizado e os alunos também”, comentou.

 

Roberto Pereira, coordenador do CEDUS (Centro de Educação Sexual) no Rio de Janeiro, não concorda com a ideia de educar esse público dessa forma, separando-os dos demais. “Defendo uma educação com transversalidade de cultura, saberes e até problemas, que promova a integração de diferentes pessoas e projetos”, disse. Mesmo assim, ele lembra de outro problema. “No dia a dia, numa escola convencional, o preconceito com um aluno do segmento LGBT é muito forte, tanto por parte dos outros colegas quanto dos professores . As travestis são as que têm mais dificuldade e isso se reflete na construção do projeto de vidas delas, que geralmente é ir para a Europa, colocar prótese de mama, prostituir-se e fazer shows”, acrescentou.

 

Fábio Serrato e Rodrigo Vasconcellos

 

Dica de Entrevista

 

Ricardo Desidério

Tel.: (0XX43) 8813-3107

E-mail: rickdesiderio@yahoo.com.br

 

Cedus

Tel.: (0XX21) 2544-2866 / 2517-3293

E-mail: cedusrj@yahoo.com.br

 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS 

Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano:

 

 

11/JANEIRO/10

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