![]() Canteiro de obras do metrô da Zona Sul será a 12km, ao lado da Vila Mimosa; relatório ambiental sugere aulas para operários evitarem DSTs Isabela Bastos isabelab@oglobo.com.br Não é só na Zona Sul que as obras da Linha 4 do metrô, previstas para começar em junho, geram expectativas. A 12km de Ipanema e Gávea, epicentros da expansão, os vizinhos do terreno da velha estação Barão de Mauá, na Leopoldina – uma miríade formada por alunos de artes circenses, motoqueiros inveterados e até mesmo as moças da Vila Mimosa -, terão que conviver compulsoriamente com aquele que será o maior dos canteiros do empreendimento. Em meio a locomotivas enferrujadas e chassis de caminhões da antiga Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e cercado de pequenas e estreitas ruas com vilas de casas, cortiços, cabeças de porco, oficinas mecânicas, bares e bordéis, a área de serviço começou a ser montada há duas semanas. Pelos próximos 47 meses, abrigará uma central de produção de concreto, uma fábrica de peças pré-moldadas e muitos alojamentos de operários, já que se esperam trabalhadores até de fora do Rio. Nos nove canteiros da obra – serão oito na Zona Sul -, são esperados três mil trabalhadores no auge dos trabalhos. Vizinhos de muro com o canteiro de obras da Leopoldina, os bares e boates da Rua Sotero dos Reis, mais conhecida como Vila Mimosa, não fecham. A rua, novo endereço do tradicional reduto da Prostituição no Rio, mereceu citação até no Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) das obras da Linha 4. Ressaltando a proximidade do canteiro com a zona de meretrício, o documento sugere que seja feito um programa de educação sexual com os trabalhadores na Leopoldina “como forma de prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis“. No canteiro serão montados alojamentos para 300 funcionários. Presidente da Associação de Moradores e Amigos da Vila Mimosa, Maria das Graças Gonçalves diz que a proximidade das obras, ao menos ali, não é vista com mesma apreensão dos outros vizinhos do entorno: – Os engenheiros já nos visitaram. Falaram sobre as obras, o que vai ser feito. Não acreditamos que vá haver problema. De repente será uma boa notícia para a região, que tem muitas pensões, bares e boates. Esses operários terão que comer e se divertir em algum lugar nos horários de folga. O terreno do canteiro é hoje ocupado parcialmente pela Escola Nacional de Circo, da Funarte. Inquilina involuntária de outra obra do metrô, a escola usa provisoriamente o local desde 2009, quando precisou deixar seu antigo endereço, na Avenida Radial Oeste, para abrir caminho à implantação da Linha 1A (ligação entre as estações São Cristóvão e Central sem passar pelo Estácio). Três anos depois, a instituição se prepara para voltar para casa. – O terreno antigo já foi liberado e passa por terraplenagem – conta o diretor da escola, Zezo Oliveira. Esta reportagem foi publicada no vespertino para tablet “O Globo a Mais” |
O GLOBO | RIO
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09/05/2012
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