Início HIV/AIDS A Busca Por Uma Vacina Falha em PrEP Já Aconteceu. E Pode Acontecer de novo

Falha em PrEP Já Aconteceu. E Pode Acontecer de novo

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Falha em PrEP é uma fatalidade? Talvez. É raro? Sim! Mas acontece e quando acontece não há explicação que baste! É preciso entender que a PrEP não é uma bala de prata e, se o for, este lobisomem já está adquirindo resistência. E resistência a antirretrovirais é coisa séria. Já há três casos na França, e tudo começa pequeno, em que HIV mutante e resistente a antirretrovirais se transmitiu e prosperou. Até há bem pouco tempo acreditava-0se que isso não seria possível!

  • Quando as pessoas tomam a PrEP conforme prescrito, ela é extremamente eficaz.
  • Menos de 20 casos de falha foram relatados em revistas científicas, entre cerca de um milhão de pessoas que tomam PrEP em todo o mundo.
  • O maior fator de risco de contrair o HIV durante o tratamento com a PrEP é a baixa adesão.
  • Quando foram relatadas infecções invasivas, elas normalmente ocorrem quando pessoas em PrEP foram expostas ao HIV que apresenta resistência aos medicamentos da PrEP.
  • Oito passos simples para evitar o HIV(Abre em outra aba)

Falha em Profilaxia Pré Exposição Ou Infecção Disruptiva

falha em prep Falha em PrEP Já Aconteceu. E Pode Acontecer de novo Pereder doses e garantir a falha em PrEP

A PrEP é uma forma extremamente eficaz de prevenir o HIV, desde que a tomem regularmente, o que garante que existem níveis elevados do medicamento no organismo no momento da exposição. Normalmente, quando uma pessoa contrai o HIV enquanto toma a PrEP, a falha em PrEP, é porque não a toma regularmente e os níveis do medicamento no seu corpo são insuficientes para protegê-la. Normalmente… O culpado, neste caso, como se verá adiante, é o paciente.

Raramente , alguém pode contrair o HIV enquanto toma a PrEP com níveis adequados de medicamento no seu corpo – isto é chamado de falha em PrEP ou de infecção disruptiva, porque o HIV de alguma forma rompe a proteção que a PrEP normalmente proporciona; equivale a um preservativo que estoura. Muito poucos casos como este foram identificados pelos cientistas, embora existam provavelmente mais alguns que não foram relatados. Na verdade, de cerca um milhão de pessoas tomando PrEP em todo o mundo, menos de 20 descobertas foram relatadas em revistas científicas.

Sete Pessoas e um Destino: A Falha da PrEP

Falha em Prep – Sete pessoas são mais que meros dados estatísticos

Cerca de dez dos casos disruptivos documentados ocorreram em pessoas que tomavam tenofovir disoproxil fumarato oral e emtricitabina (TDF/emtricitabina). Até agora, nenhum envolveu a formulação de PrEP oral desenvolvida mais recentemente, que combina tenofovir alafenamida e emtricitabina (TAF/emtricitabina, também conhecida como Descóvia). Isto pode acontecer porque muito menos pessoas usam esta formulação mais recente, ou porque ela pode fornecer melhor proteção com adesão abaixo do ideal. O número de casos disruptivos que ocorreram ao tomar PrEP oral é aproximado porque vários casos não conseguiram provar definitivamente que a pessoa que contraiu o HIV tinha níveis adequados de medicamentos (ou seja, continua a ser possível que tenha adquirido o HIV porque não tomou PrEP com regularidade suficiente). Nota do tradutor: Culpa-se o paciente por ele não ter sido eficiente e falhar por um ou dois comprimidos. Na minha visão confiar só na PrEP é o mesmo que roleta russa…

Sete casos disruptivos foram relatados em pessoas que tomaram cabotegravir injetável. É mais fácil provar que os casos de PrEP injetável foram verdadeiros avanços porque as injeções são administradas a cada dois meses por um profissional de saúde. Além disso, eles ocorreram durante um ensaio clínico (como se isso melhorasse as coisas parta eles, os sete) para avaliar a eficácia do medicamento na prevenção da infecção pelo HIV.

O que causa casos disruptivos de Fracasso de PrEP?

Acredita-se que quase todos os casos disruptivos com a falha em PrEP tenham ocorrido através de relações sexuais  (abre em outra aba) com alguém que tenha ambos níveis detectáveis ​​de HIV e uma forma de HIV que desenvolveu resistência aos medicamentos da PrEP. Para os relatórios envolvendo PrEP oral, os testes genéticos do HIV adquiridos em todos os casos disruptivos, excepto em um, detectaram mutações associadas à resistência à emtricitabina ou ao tenofovir. Ou a ambos. Que grande consolo.

Para notificações envolvendo Falha em PreP injetável, todos os casos disruptivos envolveram resistência ao cabotegravir.

No entanto, mutações de resistência também podem desenvolver-se quando uma pessoa que toma a PrEP com uma adesão subótima adquire o HIV sem resistência, mas continua a tomar a PrEP. Após a infecção, o HIV pode desenvolver resistência porque os medicamentos da PrEP não suprimem totalmente o vírus. Como a resistência pode advir da aquisição do HIV que já o tem ou do desenvolvimento de mutações após a aquisição do HIV, por vezes é difícil avaliar o que veio primeiro. 

Foi o ovo, digo eu.

Para eviar a falha em PrEP e o contagio o ideal é a prevenção comnbinada o sexo mais seguro

Saiba mais: PrEP e resistência aos medicamentos (em inglês)

Em alguns casos, a pessoa que transmitiu o vírus para a pessoa que toma PrEP é conhecida e também faz testes genéticos. Se a pessoa que estava tomando a PrEP tiver as mesmas mutações que a pessoa que lhe transmitiu o vírus, isso proporciona uma evidência mais forte de que a infecção emergente resultou de uma estirpe resistente (em oposição às mutações que se desenvolveram após a infecção). Mas muitas vezes, essa informação não está disponível.

Além disso, se a pessoa sob PrEP tiver mutações de resistência aos medicamentos que não estão associadas aos medicamentos da PrEP, mas sim a medicamentos antirretrovirais que não estão incluídos na PrEP, isso também pode ser evidência de um caso inovador.

Mesmo com evidências como estas, ainda pode ser difícil determinar se as pessoas tinham níveis adequados de medicamentos no momento da infecção, o que torna difícil avaliar se as infecções são realmente causadas por baixa adesão ou resistência. No entanto, é menos provável que a PrEP oral proteja contra o HIV que já é resistente aos medicamentos que o compõem. Isto significa que o HIV com resistência aos medicamentos da PrEP provavelmente causou pelo menos alguns dos casos disruptivos notificados com a PrEP oral ou, em palavras claras, falha em PrEP.

Vale a pena notar que três das pessoas com infecções emergentes relatadas apesar da PrEP oral (duas das quais tinham HIV com mutações de resistência) também tinham infecção rectal, o linfogranuloma venéreo (LGV), que é um tipo de clamídia. Embora não existam provas diretas, num dos casos os médicos levantaram a hipótese de que a inflamação do tecido retal pode ter criado áreas localizadas de tecido que eram mais vulneráveis ​​à infecção pelo HIV.

 

Com a PrEP injetável, a adesão é mais fácil de verificar porque um profissional de saúde administra a injeção. A pessoa podse ter um imprevisto e estar em  Anfa-Centauro no dia de tomar a injeção.

Nos sete casos disruptivos relatados envolvendo PrEP injetável, todos os sete apresentaram resistência ao cabotegravir. 

No entanto, em duas das sete pessoas, os níveis do medicamento diminuíram inesperadamente após a primeira injecção, o que levanta a possibilidade de que, em algumas pessoas, o cabotegravir demore mais tempo a chegar aos tecidos (por exemplo, rectal e vaginal) onde o medicamento protege contra a infecção pelo HIV. Mais pesquisas precisam ser realizadas para explicar as diferenças nos níveis dos medicamentos e descobrir com que frequência elas ocorrem. Apesar disso, os resultados dos ensaios clínicos mostraram cabotegravir será mais eficaz do que a PrEP oral na prevenção de infecções por HIV – porque os participantes esqueceram menos doses.

Quão comum é a resistência e a Falha em PrEP?

Estar exposto ao HIV que já desenvolveu este tipo de resistência é raro, especialmente considerando que alguém com níveis indetectáveis ​​de HIV não pode transmitir o vírus, independentemente de ter uma forma de HIV resistente aos medicamentos da PrEP. Para que uma infecção emergente seja possível, uma pessoa tem que estar exposta a níveis detectáveis ​​de HIV e em uma versão que apresenta resistência à forma de PrEP que estão tomando.

 

Um estudo da Universidade de Washington descobriu que em cerca de 4.000 pessoas com HIV em Seattle, menos de 0,3% tinham níveis detectáveis ​​de HIV com resistência à emtricitabina e ao tenofovir.

PrEValência de Resistência à PrEP?

De acordo com um Pesquisa da Organização Mundial da Saúde, em 30 países do Sul global, a prevalência do HIV com resistência aos medicamentos ao tenofovir foi de 1,6% e à emtricitabina foi de 1,7%, embora tenha atingido 8% em alguns países. Outro estudo realizado em quatro países africanos descobriram que de 104.000 pessoas que tomavam PrEP oral, apenas 229 pessoas adquiriram o HIV (a maioria devido à fraca adesão – “culpados!”) e apenas 27 pessoas adquiriram o HIV onde os testes genéticos revelaram mutações de resistência (embora não esteja claro se adquiriram o HIV devido às mutações ou se a mutações formadas após a infecção). 

Embora não existam estudos semelhantes para o cabotegravir porque é muito mais recente, estes resultados confirmam a baixa probabilidade de adquirir o HIV enquanto se toma PrEP com boa adesão.

Conclusão

É muito difícil provar se alguém que toma PrEP oral adquiriu o HIV com níveis adequados de medicamentos PrEP no seu sistema porque as medições são necessárias muito perto do momento em que a infecção ocorreu. Na maioria dos casos disruptivos envolvendo PrEP oral, talvez nunca se saiba por que ocorreram.

No caso da PrEP injetável, é necessário realizar mais investigação para explicar porque é que os níveis dos medicamentos diminuem inesperadamente em certas pessoas e com que frequência isso acontece. Tanto para a PrEP oral como para a injectável, a causa mais provável de infecções emergentes é a exposição a níveis detectáveis ​​de HIV que também desenvolveu resistência aos medicamentos da PrEP.

 

O maior fator de risco para contrair o HIV durante a toma da PrEP é o não cumprimento da frequência recomendada, resultando em níveis inadequados do medicamento no organismo. Se os níveis dos medicamentos forem adequados, a PrEP previne quase 100% das infecções por HIV.

Minhas Impressões sobre a Falha em PrEP

Nota do Tradutor. O autor coloca quase 100% e que a possibilidade é de “uma em um milhão”. É preciso entender que a sua vez pode ser exatamente esta “uma” em um milhão, pois a contagem é um sorteio aleatório e que, como em uma roleta de cassino, a bola cai onde cair e isso é tudo.

Onde se diz que apenas sete pessoas contraíram, HIV junte os sete e diga a eles “só aconteceu com vocês sete” para ver o que eles respondem. PrEP pode até ser uma coisa boa; se associada ao uso de preservativo. Pratique sexo mais seguro e diga não ao chemsex.

Usando um outro exemplo, pesquisei no “Oráculo” qual a possibilidade de se acertar na mega sena com uma aposta de seis números apenas. A resposta é de uma em mais de cinquenta milhões.

Entretanto e contudo, vira e mexe acontece… E não estamos aqui falando sobre uma falha na vacina contra a gripe que raramente tem complicações e é passageiro. A falha em PrEP é um desastre inigualável na vida da pessoa que passará O RESTO DA VIDA sofrendo as consequências desta falha.

Cuide-se bem, o contágio por HIV é definitivo!

E vejam, não estou sozinho nesta plataforma:

Traduzido em 16 de novembro de 2024 por Cláudio Souza do original em PrEP failures (breakthrough infections) | aidsmap escrito por Andy Carstens em junho de 2023.

 

Há vida com HIV – Mas é melhor viver sem ele. Proteja-se!

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