Fundação pró-sangue valoriza doação com tecnologia

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, Autor ou Fonte Redatora é: Laura Rabelo Data: 23/10/2007 Sistema permitiu ao maior Hemocentro do País ter mais transparência nos processos de coleta e distribuição de sangueA Fundação Pró-Sangue de São Paulo, maior hemocentro da América Latina e um dos maiores do mundo, conseguiu garantir 100% de transparência e segurança no processo de coleta e distribuição de sangue. Usando tecnologia da Progress Software, a Fundação, que coleta e processa mensalmente cerca de 15 mil bolsas de sangue e distribui para 128 hospitais da Região Metropolitana de São Paulo, automatizou todo o processo de doação, desde o cadastro dos doadores, passando pela triagem, até o envio do sangue para distribuição. Isso permitiu maior qualidade da doação, eliminando o risco de erros e assegurando mais agilidade em toda a operação.O hemocentro recebe mensalmente cerca de 17 mil candidatos para testes e exames e antes da informatização, tudo era feito manualmente. De acordo com Marcelo Nunes Pereira, chefe do departamento de Tecnologia da Informação da Fundação Pró-Sangue, cada candidato passa por quatro etapas de triagem, antes da doação. Primeiro, ainda na recepção, ele apresenta seus dados básicos, depois, passa por testes de anemia e sinais vitais e, em seguida, responde a uma entrevista confidencial com cerca de 50 perguntas, com o objetivo de avaliar se a doação pode trazer riscos para ele ou para o receptor.Depois da entrevista, o candidato ainda tem a oportunidade de dizer se tem ou não comportamento de risco para Aids. Sua identidade é preservada, pois a bolsa é identificada pelo código de barras. Se a resposta for “sim”, ele fará a doação, o sangue passará por todos os testes e, mesmo que os resultados forem negativos, a bolsa será desprezada. Se a resposta for “não”, a bolsa só será utilizada se todos os exames apresentarem resultados negativos. “Quando tudo isso era manual, além de gerar um volume enorme de papel, corríamos o risco de ter erros no andar do processo. Imagine o que poderia acontecer se a ficha de um candidato apto à doação fosse trocada por um não-apto”, ! comenta o executivo.Agora, com o sistema da SBS Informática, parceiro da Progress que desenvolveu o sistema, tudo é totalmente integrado e online. O candidato tem somente uma ficha, que é atualizada a cada etapa do processo. Outra vantagem é que, uma vez feito o cadastro, todo histórico do doador fica armazenado no banco de dados. “Se, por exemplo, na primeira doação a pessoa apresentou algum problema, quando ela voltar, este problema será mostrado antes mesmo de toda a triagem, eliminando re-trabalho. Antes da implantação do sistema, não era possível consultar dados dos doadores, ou seja, a cada doação a ficha e todos os testes tinham de ser refeitos”, explica.Após a doação, as bolsas de sangue são identificadas com o número da ficha do doador e todas as etapas são rastreadas por login e senha do funcionário, o que permite a identificação de eventuais problemas no atendimento. Os resultados dos exames sorológicos são enviados ao doador em poucos dias e caso apresente alguma alteração, o voluntário é convidado a comparecer ao setor médico que dará orientações dos procedimentos a serem tomados. Uma novidade, recentemente implantada, é que os resultados podem ser enviados por e-mail ao doador. “A Fundação Pró-Sangue é o único Hemocentro do Brasil que envia resultados por e-mail”, afirma Pereira.O sistema permite ainda a integração com outras áreas do hemocentro. O setor de compras, por exemplo, faz a consulta dos atendimentos para ter uma previsão de quando e quanto precisa comprar de bolsas, tubos de coleta, etc. Com estes dados, é possível também enviar comunicados aos doadores, como convites para novas doações. “Temos uma área no hemocentro chamada Aférese. Trata-se de um processo de separação das plaquetas durante a doação. Fazemos somente a retirada de plaquetas, devolvendo o sangue ao doador, ou seja, ele precisa ter um bom número de plaquetas no sangue. Com o banco de dados é possível identificar doadores potenciais e enviar os convites de doações”, diz.A Progress Software implementou sua linha de tecnologia de banco de dados e ferramentas de desenvolvimento para assegurar o armazenamento de cada informação, assim como garantir a segurança do ambiente. Hoje, a Fundação possui mais de 3 milhões de doadores cadastrados no banco de dados, o que representa cerca de 100 milhões de resultados de exames sorológicos. “Estes resultados são usados, inclusive, para pesquisas científicas do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da USP”, afirma o executivo. Antes de implantar o sistema, o grande desafio do hemocentro, segundo Pereira, era escolher uma tecnologia que garantisse agilidade de todo o processo (coleta, processamento e distribuição de sangue), de forma segura e com alta disponibilidade, que trabalhasse em missão crítica 24×7. “Fornecemos aproximadamente 43% de todo o sangue consumido na Região Metropolitana de São Paulo, portanto se o nosso processo for lento, podemos até mesmo perder vidas. O sistema da Progress supriu todas as nossas necessidades e deficiências”, diz.[14]Outro grande diferencial da Progress, e um dos principais motivos da escolha de sua tecnologia, foi o custo. “Além de resolver com mais eficiência nossos problemas e com o máximo aproveitamento da estrutura pré-existente, a solução teve a vantagem de um custo nominal menor. Com isto, não só garantimos um melhor custo de propriedade, mas também um nível de investimento bem mais suave e compatível com a nossa política de otimização de despesas”, assinala Pereira.


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