Os profissionais dos cuidados de saúde, nos E.U.A., foram notificados acerca de uma possível relação entre o tratamento com o inibidor da protease fosamprenavir (Lexiva® nos E.U.A., Telzir® na Europa) e a ocorrência de um ataque cardíaco. Também existe uma preocupação sobre o facto do tratamento com este fármaco poder aumentar os níveis de colesterol.

A GlaxoSmithKline (GSK), farmacêutica que produz o medicamento, alertou os profissionais de saúde sobre o facto do enfarte do miocárdio e o aumento do colesterol terem sido acrescentados à lista de possíveis efeitos secundários do fosamprenavir.
Esta medida surge após o estudo francês (FHDH ANRS CO4) apresentado, durante a Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, no início deste ano ter demonstrado que por cada ano de terapêutica com este medicamento, o risco de ataque cardíaco aumenta em 54%.
A GSK relembra também, aos profissionais de saúde, a importância de monitorizar o colesterol e os triglicéridos antes e durante o tratamento com fosamprenavir. A farmacêutica recomenda ainda que outros factores de risco de doença cardíaca, como a tensão arterial elevada, a diabetes e o tabagismo, sejam avaliados.
Os resultados do estudo D:A:D tinham anteriormente identificado que a terapêutica com os inibidores da protease constitui um factor de risco para a doença cardíaca. Outros resultados recentes deste grupo de estudo encontraram uma associação independente entre a terapêutica com Kaletra® (lopinavir/ritonavir) e enfarte do miocárdio.
Nem o fosamprenavir, nem o Kaletra® são opções “preferíveis” nas mais recentes orientações terapêuticas norte-americanas, para doentes que iniciam a terapêutica anti-retroviral pela primeira vez.
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