31/01/2010 – 10h
O HIV é um dos temas mais pesquisados na área de ciências da saúde. O HPV (papilomavírus humano) e outros temas ligados à qualidade de vida também são frequentemente investigados. As informações foram publicadas na Folha de S.Paulo. Leia a seguir a matéria na íntegra.
Saúde pública e qualidade de vida viram alvos de pesquisas
Programas da área também apostam em enfoque com caráter mais interdisciplinar
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A cada ano há 137 mil novos casos de HPV (papilomavírus humano) no país, o que causa alguns tipos de câncer, principalmente o de colo do útero.
Por isso, o Senado aprovou, em dezembro de 2009, a inclusão da vacina contra a doença no Programa Nacional de Imunização, que visa controlar ou erradicar doenças infectocontagiosas e imunopreveníveis.
Assuntos como esse -de alcance público e que mobilizam esforços do governo- são os mais pesquisados da área de ciências da saúde, segundo Osmar Avanzi, coordenador de pós-graduação e pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Outro tema que está na mira dos microscópios é o HIV, pois é mutante e assume resistência aos medicamentos.
Os cursos se abrem para a interdisciplinaridade. No departamento de infectologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), mais de 70% dos alunos da pós não são médicos, e sim biólogos, biomédicos, enfermeiros e farmacêuticos.
Já na subárea de odontologia, os focos são a prevenção e o tratamento de dores faciais. Cirurgias da articulação da mandíbula com técnicas menos invasivas e uso de materiais sintéticos para tratar dores crônicas são nichos explorados, aponta Roger Moreira, livre-docente de cirurgia bucomaxilofacial da Unicamp.
Quanto a implantes dentários, pesquisam-se substâncias que estimulem crescimento do osso, diz Moreira.
Educação física
Em outro segmento da saúde, a educação física, destacam-se temas ligados à qualidade de vida, como técnicas de treinamento e controle nutricional para melhorar o rendimento, afirma Wilson do Carmo Junior, coordenador do curso de educação física da Unesp.
Formado em educação física, o ex-triatleta Renato Caritás, 30, faz pós na área e compara dois índices fisiológicos que podem melhorar a prescrição de treinamentos para ciclistas. “Quero saber como alcançar um objetivo mais rápido e individualizar um treinamento.”
Traumas de esportistas profissionais e amadores também são temas de estudo, diz Avanzi. O horizonte se amplia com “estudos sobre formas de expressão e linguagens corporais têm interface com artes, comunicação e terapias”, completa Carmo Junior.
Fonte: Folha de S.Paulo
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