Início Ação Anti AIDS #homofobianao : Discriminação continua

#homofobianao : Discriminação continua

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A discriminação causou a morte de 14 homossexuais em Mato Grosso este ano sendo que, apenas no mês de outubro, 27 registros de agressão foram realizados e comprovados pelo Centro de Referência de Combate à Homofobia LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS e TRANSGÊNEROS). Além da violência física, as pessoas passam por atos preconceituosos no trabalho e também ao procurar serviços públicos. A busca pela cidadania do público LGBT é um dos temas abordados durante a 8º Parada pela Diversidade Sexual e de Gênero, que reuniu cerca de 30 mil pessoas.

A coordenadora do Centro, Cláudia Carvalho, explica que muitos homossexuais estão vitalizados e não conseguem mais perceber os indícios de crimes, como constrangimento ilegal, discriminação e assédio moral.

Um dos organizadores do evento, Fernando Leão, diz que foi tratado de maneira preconceituosa pela Polícia Militar há 15 dias. Ele estava com uma amiga e foi parado. Os policiais disseram que procuravam drogas. Eles não encontraram nada com Leão e mesmo assim foi humilhado com palavras de baixo calão. Os PM”s chamavam ele de “viadinho, bichinha” e demais “rótulos” pejorativos. Antes de ir embora, disseram que “sabiam a cara dele e que caso houvesse denúncia, iam voltar”.

O caso não chegou a ser registrado porque Fernando ficou com medo. Casos como estes são comuns, afirma a coordenadora do Centro de Referência. “Não pode haver medo. As pessoas precisam procurar os direitos e formalizar a denúncia”.

Além da Polícia, outros serviços públicos são alvo de reclamações dos LGBT. Na saúde, eles questionam os critérios de atendimento dos setores de DOAÇÃO DE SANGUE, homonoterapia e na realização de cirurgia para a mudança do sexo, que é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas nenhum mato-grossense conseguiu o benefício.

Festa – A concentração foi na Praça da Ipiranga, onde estavam vários jovens, além de TRAVESTIS, que chamavam atenção pelas maquiagens e roupas coloridas. Entre elas estava a miss Mato Grosso, Leila Veronick, 28. Ela, que ficou entre as finalistas na etapa nacional, trabalha como assistente administrativo durante o dia, vestida com roupas masculinas, e no período noturno faz show como Leila em uma boate LGBT. Leila nunca foi alvo de violência física, mas diz que ouviu vários relatos, principalmente de pessoas que são expulsas de casa quando divulgam a opção sexual.

A exclusão da família facilita a vulnerabilidade dos homossexuais. Conforme Clovis Arantes, do Grupo Livremente, adolescentes e crianças são vítimas comuns de preconceito. Elas são retiradas, com uso de violência psicológica, do grupo familiar e até mesmo da escola. Arantes conta que, na maioria dos casos, não existe ainda uma orientação sexual, mas as pessoas fazem piadas e comentários maldosos em cima de suposições.

A GAZETA – MT | CIDADES


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