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O Jornal Nacional mostrou na quinta-feira (26) que o aumento do número de crianças e adolescentes viciados em crack levou as autoridades do Rio a internar esses jovens para tratamento em abrigos. Nesta sexta (27), o repórter André Luiz Azevedo apresenta uma das consequências da tragédia social do crack. Eles começaram a chegar em julho do ano passado. Encheram o pequeno berçário. Depois, o quarto vizinho também teve que ser improvisado. Alguns não tem nem 1 ano de vida, mas já carregam o diagnóstico de HIV positivo. “Eu achei muito estranho porque há mais de sete anos a gente não recebia uma criança bebezinha. Inclusive a gente não estava preparado, não estava equipado, tinha dado os berços todos. Tive que voltar a comprar berço, fralda a comprar tudo de novo. Eu fiquei muito preocupada e todas que eu tenho aqui são contaminadas pelas mães”, explicou a presidente da Sociedade Viva Cazuza, Lucinha Araújo. O alerta foi dado pela sociedade Viva Cazuza. Estamos vivendo uma nova onda de bebês contaminados pelo vírus da Aids. Para médicos e pesquisadores, este pode ser mais um flagelo desta droga chamada crack. Atualmente são seis bebês, que recebem acompanhamento e medicamentos especiais. Todos foram encaminhados pelo Juizado da Infância depois que as mães, dependentes da droga, abandonaram os filhos. “O usuário de crack se prostitui muitas vezes para conseguir a droga. Não tem nenhum cuidado, nem anticonceptivo e nem de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Ele é exposto a todas as formas de violência, inclusive sexual”, alertou o psiquiatra Jairo Werner. O diretor do hospital pediátrico da Universidade Federal do Rio afirma que só a perda de qualquer sentido de preservação leva a uma situação como essa e que a contaminação poderia ser evitada. “Essa é a regra: uma mãe que foi bem acompanhada, bem medicada, a criança que ao nascer recebe medicamentos específicos, a possibilidade dela se contaminar é muito pequena hoje em dia”, disse o infectologista Edimílson Migowski. Criada há 20 anos para tratar de crianças com o vírus da Aids, a Sociedade Viva Cazuza está recebendo agora os filhos do crack. “A gente vai construindo uma armadura que nem sempre é funciona, mas vamos lá, enquanto eu tiver saúde estamos aqui”, garantiu Lucinha Araújo. Fonte: globo.com |
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