, , , Instituto de Infectologia Emílio Ribas é assaltado
11/10/2007 – 17h40
Homens disfarçados com uniformes de funcionários de limpeza invadiram na tarde da quarta-feira, 10, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Armados, eles renderam o responsável pelo almoxarifado da farmácia do Instituto e levaram remédios de alto custo utilizados no tratamento de quimioterapia. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, nenhum paciente deixará de ser atendido, pois os medicamentos que estavam na farmácia e em estoque não foram levados pelos assaltantes, sendo suficientes para mais uma semana. Neste meio tempo, será feita uma compra de emergência para suprir o quantitativo que foi roubado.
“Não pode ser tão simples assim. E a agonia que vamos viver até termos certeza de que tudo vai ser reposto?”, questionou o presidente da Associação François-Xavier Bagnoud do Brasil, José Araújo Lima, que está em tratamento no Instituto. Araújo, que tem uma sessão de quimioterapia marcada para o próximo dia 26, relatou que o Emílio Ribas está solicitando aos pacientes que liguem antes de comparecer para o tratamento. “É um absurdo o hospital ser assaltado, levarem os remédios mais caros. Nós, usuários, passamos por uma segurança severa para conseguir entrar, como é possível que não haja uma segurança capaz de evitar um assalto como este? É um lugar totalmente vulnerável, nos sentimos vulneráveis aqui dentro”, criticou.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde informou que não é um procedimento habitual do hospital pedir aos pacientes que liguem para confirmar o tratamento e que este procedimento não foi adotado, nem mesmo por causa do assalto. A Secretaria orienta aos pacientes com tratamento marcado que compareçam ao Instituto no dia programado, sem a necessidade de confirmação por telefone. Em relação ao assalto, a Secretaria afirma que existe uma empresa de segurança contratada para zelar pela segurança dos funcionários e dos pacientes e que faz o possível nesse sentido, no entanto, “assaltos acontecem até em bancos. Cabe a polícia investigar e descobrir os responsáveis.”
Redação Agência de Notícias da Aids
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