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Instituto prevê vacina contra a Aids até 2010 [Correio Brasiliense]

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, Instituto prevê vacina contra a Aids até 2010 Droga preventiva criada por suecos combina DNA do HIV com vírus antivaríola e aumenta resposta imunológica em 97% dos voluntáriosRodrigo CraveiroDa equipe do Correio O mundo pode estar perto de um medicamento capaz de bloquear a ação do HIV – o vírus causador da Aids – no corpo humano. Cientistas do Instituto Karolinska (de Estocolmo) estimam para até 2010 o anúncio da primeira vacina preventiva contra a epidemia. “Acabamos a fase 1 dos testes, na qual a vacina foi bem-sucedida em reforçar a resposta imunológica ao HIV em soldados norte-americanos”, disse ao Correio, por telefone, Britta Wahren, uma das líderes do estudo. “Conseguimos cobrir várias cepas do vírus, mas precisamos de mais estudos para comprovar se estamos muito próximos de criar uma proteção contra a infecção pelo HIV”, acrescentou a especialista. Os resultados são bastante animadores: 97% dos 40 voluntários inoculados desenvolveram uma reação de imunidade à Aids. Testes clínicos anteriores já tinham confirmado um reforço na proteção contra várias cepas do HIV. No entanto, nunca se havia criado uma vacina tão eficiente e que contivesse menos componentes. Conhecida como “vacina genética”, a droga utiliza partes do DNA de diversas variantes do vírus. A reação inicial é a rápida produção endógena de proteínas codificadas pelo próprio material genético inoculado no sangue. Os voluntários foram vacinados em três ocasiões. Para aumentar o efeito protetor, os pesquisadores aplicaram uma quarta dose, na qual partes do DNA do HIV foram integradas ao vírus vaccinia modificado, usado para erradicar o vírus da varíola. “Também iniciamos testes clínicos com 60 indivíduos em Dar es Salaam, na Tanzânia”, afirmou Britta Wahren. Questionada sobre um prazo para o anúncio da eficácia da vacina, Britta se mostrou otimista e cautelosa. “Nos próximos dois ou três anos seremos capazes de responder se a droga será eficiente num amplo número de indivíduos. Mas a produção comercial deve demorar 10 anos”, previu. “Os laboratórios farmacêuticos podem combinar esforços para produzir vários tipos diferentes de vacinas.” Segundo Britta, a questão principal é a forma com que o HIV age no organismo, incluindo sua capacidade de mutação. “Se o vírus apresentar muitas variações, a vacina vai precisar tê-las. Se o HIV infectar as células CD-4 – de defesa do organismo -, a vacina terá de protegê-las. Temos de “pensar” como o vírus”, explicou. Os cientistas sabem que o segredo contra a Aids está na capacidade da medicina de se antecipar às ações do HIV. Palavra do especialistaEsperança e sexo seguroO sucesso em testes preliminares com uma vacina contra a Aids é uma boa notícia para aqueles que não tiverem a doença, não forem portadores do vírus e nem infectados no período de três anos – prazo no qual se espera que os resultados iniciais da pesquisa se traduzam em uma droga eficaz e segura para todos os subtipos ou variantes do vírus. As quase duas centenas de vacinas contra o HIV testadas nos últimos 20 anos não tiveram resultados práticos, exceto pelo fato de aumentarem o conhecimento sobre o vírus. Descobriu-se, por exemplo, que o desenvolvimento de anticorpos contra o HIV não significa proteção contra a doença. Estudos com modelos em três dimensões do HIV-1 demonstram que o envelope do vírus – a camada mais externa – exibe uma configuração espacial dinâmica, com importantes diferenças entre regiões suscetíveis de atuação de possíveis defesas estimuladas pela vacina, como anticorpos ou substâncias produzidas pelo sistema imunológico. Uma vez infectado pelo HIV, o ser humano produz anticorpos semanas após a exposição que podem diminuir a quantidade de vírus no corpo. Com o tempo, essas substâncias não são mais capazes de manter a infecção sob controle. Não se sabe o motivo dessa falência, na qual talvez esteja a chave para as pesquisas. Esperança à parte, a realidade se resume à prevenção com sexo seguro e medidas bem estabelecidas para o controle da pandemia.


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