Investir na sua autoestima pode ser a melhor estratégia da mulher moderna para cuidar do seu bem-estar

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Investir na sua autoestima pode ser a melhor estratégia da mulher moderna para cuidar do seu bem-estar             

Escrito por Edna Vairoletti  

Não basta apenas uma dieta saudável é preciso também “alimentar” a autoestima. Esta foi uma das conclusões do workshop “Estilos de Vida Saudáveis: Nutrição e Saúde da Mulher”, que aconteceu na última semana, em São Paulo e traçou um paralelo entre os desafios diários da mulher que vive uma múltipla jornada, numa rotina cheia de cobranças pessoais, exigências profissionais, da família e a busca de tempo para cuidar de si mesma.
Promovido pelo ILSI Brasil, o evento reuniu especialistas no universo feminino que tiveram como proposta delinear o perfil da mulher de hoje sob o ponto-de-vista das suas fragilidades e intensa energia, extremos que geram necessidades especiais em sua alimentação e saúde.
“Apesar de mais consciente, a mulher é a que menos consegue manter um estilo de vida saudável pelas próprias peculiaridades do seu dia-a-dia. O debate de assuntos que fazem parte desta realidade na prevenção de doenças, alimentação, atividade física, beleza e envelhecimento são fundamentais para se desenhar novas perspectivas para esta mulher multitarefa”, comentou Dr. Mauro Fisberg, nutrólogo da Unifesp e coordenador científico do evento. Com diferentes abordagens, o encontro mostrou como mudanças de hábitos nutricionais e de postura em relação à sua rotina podem se refletir no bem-estar e numa saúde equilibrada.
Valorizar-se e saber dizer “não” foram os pontos de destaque da palestra da Dra. Albertina Duarte Takiuti, mestre e doutora em Ginecologia pela Universidade de São Paulo, ao falar sobre a prevenção das doenças modernas. “Grande parte das mulheres é afetada pelas “doenças da paixão”. Os índices de AIDS em mulheres com parceiros fixos têm aumentado, os números das que morrem ao dar a luz ainda são representativos e de câncer de colo do útero também e a gravidez na adolescência ocorre cada vez mais cedo e em ritmo crescente. Sem estimular sua autoestima para saber dizer “não” ao sexo que não for seguro a mulher permanecerá correndo riscos e este cenário pode se tornar cada vez mais preocupante”, chamou a atenção.

A Constipação Intestinal, que se estima afetar cerca de 40% das mulheres brasileiras, foi o foco da Dra Angelita Habr-Gama, Coloproctologista, cirurgiã do aparelho digestivo e Professora Titular de Cirurgia da FMUSP. Ela observou que o ritmo intestinal está diretamente atrelado aos hábitos alimentares, mas se deve estar atento porque mesmo alimentos saudáveis podem não ser adequados para todas as pessoas. “É preciso identificar as causas do problema e hoje há vários recursos desde simples exames laboratoriais à tecnologia de imagens capazes de rastrear o intestino em diferentes áreas e fechar um diagnóstico. Um sério risco é o câncer colorretal. Mas é o único que se conhece a lesão percussora e pode ser tratado assim que se tiverem indícios. No entanto, o número de casos tem aumentado”, alertou.

A seletividade e restrição alimentar na adolescência permeada por valores sociais que valorizam o corpo magro foi a principal abordagem do Dr. Mauro Fisberg, Pediatra e Nutrólogo, especialista em Nutrição na Infância e Adolescência, que apresentou vários estudos realizados com grupos de jovens bailarinas, atletas e modelos, cuja profissão exige um constante controle da forma física. “Nestes casos a imagem corporal chega a ser um diferencial. Mas leva muitas adolescentes a ultrapassarem os limites da saúde e ser magra se torna uma obsessão, desencadeando sérios distúrbios e transtornos emocionais e físicos. É uma fase importante de formação do corpo quando as restrições podem interferir nos ciclos menstruais, na falta de nutrientes, anorexia, bulimia”, observou.
Não só na adolescência, mas durante cada estágio da vida, as mulheres têm necessidades dietéticas especiais. Uma alimentação saudável pode reduzir as chances do desenvolvimento de doenças como obesidade, cardiopatias, diabetes e câncer. Márcia Terra – Nutricionista, especialista em Nutrição Clínica pelo ICHC – USP focou na sua palestra no importante papel feminino, ao ser responsável por determinar não só a qualidade da sua alimentação, mas de toda a família. “É uma tarefa delicada e às vezes a mulher acaba não levando em conta suas necessidades mais específicas em momentos como os da TPM, por exemplo, quando pode incluir na sua dieta alimentos que amenizem os desconfortos deste período”comentou.
Uma alimentação equilibrada também se reflete externamente, numa pele saudável. Este foi o tema da palestra da Dra Adriana Vilarinho – Dermatologista formada pela Faculdade de Medicina do ABC, com especialização em Dermatologia Clínica e Cirúrgica. A médica evidenciou como a Cosmética e a Nutrição são aliadas das mulheres já a partir dos 25 anos, quando se começa a exigir maiores cuidados com a pele. “O desafio são produtos que retardam o inevitável envelhecimento, mantendo a pele saudável. A tecnologia tem contribuído neste sentido, mas uma alimentação saudável é essencial para prevenir e não acelerar este processo. A suplementação deve ser cuidadosa e avaliada caso a caso num tratamento coadjuvante e não milagroso”, orientou.
Quando se traça o perfil desta mulher moderna ativa e que inclui no seu dia-a-dia o esporte como uma atividade regular, é indispensável pensar que suas necessidades nutricionais são diferentes da mulher em geral. Foi esta a abordagem da Dra Tânia Rodrigues – Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo/ Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM) e em Nutrição Esportiva pela Associação Brasileira de Nutrição. “A prática esportiva exige  uma dieta equilibrada e personalizada em quantidades calóricas, de proteínas e  outras substâncias para  dar ao organismo condições de se preparar para o esforço muscular e se recuperar, além de estimular um convívio social e contribuir para uma melhoria da saúde emocional”, avaliou.

Mas é possível envelhecer jovem? Para Dr. Carlos André Freitas – Geriatra e Coordenador do ambulatório de Promoção à Saúde da Disciplina de Geriatria e Gerontologia/Unifesp – existem duas maneiras de envelhecer: uma bem sucedida e a outra mal sucedida. “A presença de doenças, inerentes à terceira idade, não é o fator principal na qualidade de vida de quem envelhece. Bons hábitos de vida são determinantes na saúde física e mental. É preciso combater vilões como o cigarro e o álcool e manter uma alimentação saudável, rica em micro e macro nutrientes para repor as perdas naturais da idade, além da pratica segura de exercícios, atividade intelectual, acesso às informações e gerenciamento da saúde. Tudo interfere. Por isso, envelhecer jovem é ter autonomia e independência nesta etapa da vida”, ensinou.
A mulher moderna também ganha cada vez mais espaço na mídia em uma programação dirigida exclusivamente para ela ou, nos bastidores, onde é ela que comanda o que é veiculado nas revistas e mídia eletrônica sob o seu olhar crítico e exigente.  Para Fabio Mariano – Sociólogo pela USP e publicitário pela ESPM, professor da ESPM e FAAP – nem sempre os veículos entendem as necessidades desta nova mulher e, algumas vezes, se equivocam no que oferecem em suas grades de programação. “É preciso reconhecer este novo perfil dentro de um contexto social do papel que a mulher exerce hoje, numa jornada que exige dela cada vez mais conhecimento em temas e desafios contemporâneos. É isso que ela busca ao abrir uma revista, jornal, assistir um programa na TV e navegar na internet”, detalhou.

 

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07/JUNHO/09

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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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