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Diário do Nordeste – CE |
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23/NOVEMBRO/07 |
23/11/2007
Seminário busca incrementar o diagnóstico precoce e o tratamento do contágio vertical da Aids e da Sílifis
No Ceará, de 1983 até maio deste ano foram diagnosticados 7.366 casos da Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida, sendo 28,5% em mulheres. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) registrou este ano 140 casos de mulheres infectadas pela Aids e 19 em crianças pela transmissão vertical, ou seja aquela que acontece de mãe para o filho.
"Todo o nosso trabalho visa reduzir a transmissão do HIV e da sílifis de forma vertical, ou seja. Esse contágio tanto pode acontecer durante a gestação, quanto no parto e até mesmo na amamentação", disse ontem o secretário-executivo da Sesa, Raimundo José Arruda Bastos, ao participar do primeiro dia do Seminário Estadual de Prevenção de Transmissão Vertical do HIV e sílifis.
No ano passado, foram registrados 200 casos de Aids entre as mulheres e 19 em crianças. Mas o quadro ainda não retrata a realidade porque, segundo a supervisora do Núcleo de Promoção e Controle da Aids, Telma Martins, os números de 2007 são parciais uma vez que as notificações estão chegando com atraso.
A partir de 1985, foram notificados 205 casos da Síndrome em crianças. Desse total, 167 casos ocorreram por transmissão vertical.
Por outro lado, atualmente existem medidas eficazes para evitar o risco de transmissão. Quanto mais precoce o diagnóstico da infecção pelo HIV na gestante, maiores são as chances de evitar a transmissão para o bebê. O tratamento é gratuito e está disponível nas unidades de referência do SUS.
O evento voltado à prevenção acontece até hoje no Hotel Sonata de Iracema, na Praia de Iracema, numa parceria entre a Sesa e o Unicef.
O público-alvo são profissionais da área de saúde da Capital e do Interior do Estado, principalmente os que atuam em unidades hospitalares de ginecologia e obstetrícia, além de maternidades.
Segundo Arruda Bastos, o cuidado em reduzir os níveis de transmissão vertical decorre do fato de que cada vez mais as mulheres estão sendo contaminadas pelo vírus HIV.
Em 1987, havia 11 homens portadores de Aids para cada mulher infectada com o HIV. Vinte anos depois, em 2006 a relação passou a ser de dois homens para uma mulher.
Com prevalência na idade reprodutiva da mulher, a feminização da Aids preocupa pelo aumento da transmissão vertical do HIV – situação em que a criança é infectada pelo vírus durante a gestação, o parto ou por meio da amamentação.
Para fortalecer as ações de redução da transmissão vertical do HIV e também sílifis, o seminário chama a atenção para que os hospitais sejam obrigados a disponibilizar serviços de exames do HIV e Sílifis em suas unidades, embora a procura pelos testes seja voluntária por parte das mulheres.
ENQUETE
Exames preventivos minimizam contágios
José Eleutério Júnior
Presid. da Socied. de Obstetrícia
O crescimento da transmissão vertical tem sido uma constante nos países em desenvolvimento, como o Brasil
Priscila Nara de Souza
Enfermeira
Seminário trará bons frutos, pois é preciso impor um limite para doenças que são transmitidas das mães aos filhos
Cícera Alves Félix
Dona-de-casa
Tenho três filhos e desde a primeira gravidez fui alertada para a prática do exame de Aids e sílifis
Marcus Peixoto
Repórter
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