Marcha da Maconha mobiliza cerca de 50 manifestantes em Belo Horizonte
DANIEL SILVEIRA
Depois de muito impasse, um grupo de aproximadamente 50 jovens conseguiu realizar em Belo Horizonte a “Marcha da Maconha”, evento anual que busca mobilizar autoridades públicas e sociedade civil pela luta a favor da descriminalização da maconha.
Os manifestantes se concentraram na Praça da Estação e seguiram até a Praça da Liberdade. Com cartazes os manifestantes instigavam a sociedade com a pergunta “Por que legalizar?”.
Segundo os organizadores do movimento, o objetivo da Marcha da Maconha não é fazer apologia ao uso da maconha, mas sim “Estimular reformas nas Leis e Políticas Públicas sobre a maconha e seus diversos usos”.
A manifestação ocorreu de forma pacífica e foi acompanhada por policiais militares e guardas municipais. Ela foi viabilizada após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negar o pedido de liminar do Ministério Público Estadual (MPE) para impedir sua realização, como ocorreu no ano passado.
A alegação do MPE se baseava na possibilidade dos manifestantes fazerem apologia às drogas, o que é considerado crime pela legislação brasileira. O TJMG, no entanto, entendeu ser direito dos organizadores manifestarem sua posição.
O evento estava previsto para o correr em outras cinco cidades brasileiras onde, assim como na capital mineira, o MP tentava impedir a sua realização.
Ipanema
No Rio de Janeiro, onde no ano passado a Marcha da Maconha também foi proibida, centenas de pessoas se reuniram na praia de Ipanema. Assim como em Belo Horizonte, uma liminar judicial garantiu aos manifestantes o direito de realizarem a passeata, que contou, inclusive, com a participação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Gaúchos
Já em Porto Alegre (RS), cerca de 350 pessoas participaram do evento. Além de cobrarem a descriminalização da droga, os manifestantes defenderam a regulamentação da produção, comercialização e consumo.
Os manifestantes reivindicaram também o reconhecimento de propriedades terapêuticas da erva, por acreditarem que ela é benéfica no tratamento de doenças como câncer e AIDS. Na Califórnia e em outros estados norte-americanos, por exemplo, o uso medicinal da cannabis, que tem, inclusive, prescrição médica.
De acordo com as autoridades policiais, a manifestação gaúcha ocorreu de forma pacífica. Os manifestantes foram acompanhados por policiais que visaram impedir a apologia e o consumo da maconha durante o evento.
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