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AIDS
O atraso na realização do pregão para aquisição de leite Nan 1 Pró deixou o Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac) sem o produto por cerca de 15 dias, prejudicando pelo menos 10 crianças, filhas de mães soropositivas. Devido ao alto risco de infecção durante a amamentação, os filhos de portadoras de HIV necessitam tomar um leite específico. O problema é que cada lata custa em média R$ 35 e gasta-se por mês cerca de 10 latas, totalizando um custo de R$ 350,00 para cada família. Sendo assim, o governo do estado é responsável por fornecer o produtor às crianças. De acordo com informações do Cermac, atualmente 10 crianças estão cadastradas no programa e fazem acompanhamento com médicos do centro. Sendo assim, o órgão necessita de pelo menos 120 latas para atender aos bebês. O leite é encaminhado pela Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF). A gerente de insumos estratégicos da CAF, Gabrieli Cury, o órgão está no aguardo da realização do pregão que deve sair nas próximas semanas. No entanto, o estado realizou uma aquisição emergencial para reforçar o estado. Segundo Gabrieli Cury, o leite não está em falta, o estoque apenas ficou reduzido e quantidade adquirida de forma emergencial é suficiente para atender a demanda até a concretização do pregão. Kátia Damascena, que é SOROPOSITIVA e faz parte da Organização Não Governamental Corações Amigos, informou que é muito importante o fornecimento do leite, uma vez que a mãe portadora do vírus HIV pode acabar amamentando a criança e transmitindo a doença ao bebê. Segundo ela, o risco de contaminação pelo leite é de 100%. Damascena fez questão de ressaltar que as mães soropositivas podem fazer o tratamento durante a gestação e evitar que a criança seja contaminada até mesmo na hora do parto, porém fica impossibilitada de amamentar. Caso a criança nasça HIV negativo ela permanece com o monitoramento até a adolescência. “Todas as portadoras de HIV têm o direito à reprodução e à maternidade, desde que tenham a precaução necessária para evitar a contaminação da criança”, defendeu. De acordo com Kátia, caso alguém se interesse por realizar alguma doação de leite pode entrar em contato com a ONG, que se compromete em repassar o produto à família da criança. “Nós não ficamos com o leite, pois não temos sustentabilidade, mas ajudamos a repassar a doação para a família que precisa do produto”, explicou. Fonte: Olhar Direto |
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