Início Ação Anti AIDS Medidas para reduzir mortalidade infantil foram ‘insuficientes’, diz UNICEF

Medidas para reduzir mortalidade infantil foram ‘insuficientes’, diz UNICEF

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23/JANEIRO/08

 

22/01 – 14:33 – EFE

Isabel Saco Genebra, 22 jan (EFE) – O mundo em desenvolvimento fez progressos "insuficientes" para reduzir a mortalidade de crianças com menos de cinco anos, e a cada dia 26 mil menores morrem em decorrência de causas que poderiam ser evitadas, segundo o relatório "Situação Mundial da Infância 2008", do Fundo da ONU para a Infância (Unicef). Nessa faixa etária, as principais causas diretas de mortalidade infantil são, em 36% dos casos, complicações neonatais (durante os 28 primeiros dias de vida), seguidas pela pneumonia (19%), diarréia (17%), malária (8%), sarampo (4%) e Aids (3%). O relatório anual do Unicef foi apresentado hoje em Genebra por sua diretora-executiva, Ann Veneman, e pela diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan. Apesar de os progressos terem sido insuficientes, Veneman foi otimista ao destacar que "inclusive os países mais pobres registraram melhorias impressionantes em suas taxas de sobrevivência e de saúde da infância". A ONU estabeleceu em 1990 os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para melhorar a situação das pessoas mais pobres do mundo, e um deles consiste em diminuir em dois terços a mortalidade infantil até 2015. Tal desafio implicaria na redução em 4 milhões de mortes de crianças com menos de cinco anos até 2015, mas os avanços feitos até agora foram insuficientes. Em 2006, um total de 9,7 milhões de menores morreram.

No mesmo ano, o índice mundial de mortalidade infantil foi de 72 mortes para cada mil nascidos vivos, número que deveria cair para 31 a cada mil até 2015.

Os analistas consideram o Oriente Médio, o sul da Ásia e a África as regiões com maiores dificuldades para alcançar a meta fixada.

Atualmente, a África Subsaariana e o sul da Ásia são responsáveis pela maior carga de mortalidade infantil no mundo, com 80% dos casos. No continente africano, apenas três países (Costa do Marfim, Eritréia e Ilhas Seychelles) devem cumprir o objetivo fixado pela ONU.

Por outro lado, 61 países se destacaram por conseguir reduzir suas taxas de mortalidade infantil até 50% ou mais, como são os casos de Bangladesh, Bolívia, Butão, Eritréia, Laos, Timor Leste e Nepal.

No caso da América Latina e do Caribe, o número de mortes caiu de 55 para 27, e considera-se que a região está "bem encaminhada" para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Além disso, o Unicef afirma que 300 mil das 9,7 milhões de mortes de crianças com menos de cinco anos em 2006 aconteceram na América Latina e no Caribe.

Veneman destacou que "pela primeira vez, desde que os registros começaram a ser feitos, menos de 10 milhões de crianças com menos de cinco anos morreram, o que representa uma queda de 60% na mortalidade desde 1960".

Do outro lado da moeda estão países como Afeganistão, Angola, Burkina Fasso, Chade, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Libéria, onde mais de 20% das crianças morrem antes de completar o quinto aniversário.

"Estamos em um momento crucial, no qual o compromisso político nunca foi tão grande. O mundo precisa manter este ritmo", disse a diretora do Unicef.

Entretanto, a pesquisa reafirma que "o fator comum na mortalidade de crianças com menos de cinco anos é a saúde da mãe" e o relatório comprova isso ao destacar que 500 mil menores morrem durante o parto ou por complicações em decorrência do nascimento.

A origem desse quadro é que, nos países em desenvolvimento, 25% das mulheres grávidas não realizam qualquer consulta pré-natal.

Em conseqüência disso, o risco de morte nessa fase da vida é de um para cada 17 na África Ocidental e Central, frente ao risco de um para 8 mil nos países industrializados.

Em relação ao atendimento materno, considerado um dos fatores-chave de mortalidade infantil, o Unicef diz que 86% dos partos na América Latina e no Caribe aconteceram em um centro de saúde em 2006, enquanto 94% das grávidas receberam atendimento pré-natal.

Para o Unicef, "até os países mais pobres que enfrentam as piores circunstâncias podem obter progressos" na saúde das mães, recém-nascidos e crianças em geral, e cita exemplos como o México.

Naquele país, a organização destaca um programa que consiste em oferecer incentivos econômicos às famílias mais pobres em troca de melhorias sanitárias, nutricionais e se mantiverem as crianças na escola.

Se a mãe tiver menos de 18 anos, o risco de o bebê morrer durante o primeiro ano de vida é 60% maior que o filho de uma mulher com mais de 19 anos.

Os avanços e retrocessos destes anos em matéria de mortalidade infantil demonstraram que "a educação e capacitação da mulher têm benefícios diretos para a sobrevivência, a saúde e o desenvolvimento de seus filhos", diz o relatório. EFE is/wr/db


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