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Ministério da Saúde mobiliza o Brasil para combater doenças
31/10/2007 18:46:55
O descaso do governo com a Saúde pública não para de crescer. Além da precariedade nos hospitais públicos e a pouca verba investida na área pelos estados e municípios, um número descontrolado de pessoas infectadas pela rubéola vem crescendo em 2007.
Só no Rio de Janeiro, até o início de maio, foram diagnosticados 1100 casos de pessoas que contraíram a doença, um aumento de 176% em relação ao mesmo período do ano passado que foram registrados 624 casos. Em São Paulo, o descontrole é bem maior, o número de casos da doença aumentou cerca 433%. Desses, a maioria são homens entre 20 e 29 anos.
Preocupados com uma eventual epidemia, o Ministério da Saúde (MS), junto com a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), realizarão um encontro em Brasília do dia 8 a 10 de novembro. O encontro reunira especialistas da área e terá como tema, Vacinação para todos.
A Rubéola
A rubéola é uma doença que nunca preocupou muito os homens. Talvez pelo fato de não ser considerada uma doença grave, com exceção de uma eventual gravidez que pode prejudicar na formação bebê. Essa falta de preocupação foi estimulando a população masculina a não se vacinar contra a rubéola, o que levou, em 1998, o MS a desenvolver uma vacina tríplice viral. Ela imuniza o ser humano de três doenças: Rubéola, sarampo e caxumba. Essa vacina fez com que quase 100% das crianças fossem vacinadas, o que estabilizou a doença. Mais hoje, o Brasil vê essa história se repetir mais uma vez por causa do descuido da própria população. O que faz o MS acreditar que só haverá erradicação da doença se houver o apoio de todos
Nas jornadas de imunizações, ações contra o HPV, vacinação contra raiva e febre amarela, as doenças pneumocócicas, o combate ao vírus influenza e as previsões para a imunização até 2020 são outros assuntos que compõem a pauta dos eventos científicos.
Principais dúvidas sobre a vacina contra a rubéola
As vacinas indicadas contra a rubéola são a monovalente, a dupla e a tríplice viral. A primeira oferece proteção somente contra a rubéola e a segunda protege também contra o sarampo. Já a terceira inclui ainda a imunização contra a caxumba. Além de vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai será também uma das palestrantes das jornadas, e aproveita para responder algumas das principais dúvidas sobre o assunto:
1 – Número de doses:
Isabella: A primeira dose deve ser aplicada assim que a criança completa o primeiro ano de vida. A segunda, entre os 4 e 6 anos de idade. Mulheres com até 49 anos e homens de até 39 anos não-vacinados, também devem receber a vacina.
2 – Contra-indicação:
Isabella: Estão contra-indicadas em pessoas que tenham reação alérgica grave a algum componente da vacina, imunodeprimidos em geral e gestantes.
3 – Recomendação às mulheres:
Isabella: Em primeiro lugar, que não deixem, em hipótese alguma, de tomar a vacina. Assim, elimina-se qualquer possibilidade de contrair a doença, durante a gravidez, o que implica em graves conseqüências para o feto. Não utilizem a vacina durante a gravidez e, além disso, é recomendável que evitem engravidar no período de 1 mês após a aplicação da vacina.
4 – Recomendação aos homens:
Isabella: Que também façam o seu papel. Uma vez vacinados, eles não correm o risco de transmitir a rubéola para uma gestante. É uma questão de cidadania e de responsabilidade.
5 – Eficácia da vacina:
Isabella: Entre 95% e 99%.
6 – Nível de proteção:
Isabella: Costuma ser definitiva: quando tomada as duas doses da vacina, importante para uma cobertura vacinal eficiente e, conseqüentemente, para a erradicação da doença.
8 – Onde vacinar
Isabella: A vacina está disponível gratuitamente nos postos de saúde para crianças a partir de um ano, mulheres com até 49 anos e homens de até 39 anos. Também se encontram disponíveis, em clínicas particulares de vacinação.
Saiba mais sobre rubéola
- Transmissão:
A rubéola é transmitida pela via respiratória, através de secreções da pessoa contaminada. Os casos congênitos – quando a mãe transmite para o filho durante a gravidez – são os mais graves. Aborto espontâneo e malformações, como cegueira e surdez, são algumas das conseqüências. -
Sintomas:
O vírus pode ficar incubado por até 15 dias e, em metade dos casos, não produz qualquer manifestação clínica, o que caracteriza a forma assintomática da doença. Os sintomas são muito parecidos com os da gripe, por isso, só o exame laboratorial específico é capaz de diagnosticar com precisão a ocorrência da rubéola. As principais manifestações são: febre baixa, aumento de gânglios, principalmente na região posterior do pescoço, manchas vermelhas na pele, dores no corpo, dor de cabeça e congestão nasal. -
Prevenção:
Através da utilização da vacina, aplicada em duas doses.
– Tratamento:
Antitérmicos e analgésicos ajudam a diminuir o desconforto causado pelas dores de cabeça e no corpo. Repouso também é importante.
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