22/10/2009 – 13h
O Ministério da Saúde poderá disponibilizar preservativos para os jovens das escolas públicas de todo o país através do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). A iniciativa do Ministério está sendo testada como projeto piloto desde o início deste semestre, nas cidades de João Pessoa, Florianópolis e Brasília. A informação é do site Gazeta de Alagoas. Confira na íntegra a notícia a seguir.
Escolas públicas de todo o país distribuirão preservativos
Projeto piloto está sendo testado em João Pessoa, Florianópolis e Brasília
Assessoria
As escolas públicas de todo o País poderão contar com máquinas que disponibilizarão preservativos para os jovens. A iniciativa é do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), do Ministério da Saúde (MS), e está sendo testada como projeto piloto, desde o início deste semestre, nas cidades de João Pessoa, Florianópolis e Brasília.
“É preciso deixar claro que o objetivo do Saúde e Prevenção nas Escolas não é estimular a relação sexual, mas sensibilizar alunos, profissionais e pais para a necessidade da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, Aids e gravidez na adolescência” , defendeu Leila Maranhão, consultora do MS que está em Alagoas para participar do encontro dos grupos de gestores municipais do SPE, que está sendo promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) nesta quinta e sexta-feira (dias 22 e 23), a partir das 9h, no hotel Verde Mar, na Pajuçara.
De acordo com ela, o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, criado em 2003, já vem demonstrando resultados positivos. Foi o que apontou uma pesquisa divulgada recentemente em que Alagoas atingiu uma redução de 15,9% na gravidez na adolescência, entre o período de 1998 e 2008. Em nível nacional, a diminuição foi de 30,6%, saindo de um total de 669.718 mil (1998) registros de gravidez em jovens de 10 a 19 anos para 485.639 mil, em 2008.
“Isso demonstra que o trabalho preventivo com a comunidade escolar é uma estratégia educativa que promove mudanças de comportamento, principalmente com as famílias”, ressaltou Leila Maranhão, acrescentando que um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), realizado em 2006 em todo o País, demonstrou que 89% do alunado defendem a distribuição de preservativos nas escolas; 57% dos professores também são a favor da iniciativa e 63% dos pais apóiam o projeto.
A pesquisa da Unesco também revelou que 43% dos jovens afirmam não utilizar o preservativo porque encontram dificuldades de adquiri-las nas unidades de saúde. “Eles alegam constrangimento ao serem questionados sobre a idade com que estão iniciando a prática sexual”, disse.
Prevenção – Em Alagoas existem grupos de gestores do programa Saúde e Prevenção nas Escolas em nove municípios, que são responsáveis pela realização de palestras, oficinas de formação e cursos destinados a alunos e educadores das escolas públicas.
Segundo Fátima Rodrigues, coordenadora do Programa Estadual de DST’s e Aids, os técnicos desenvolvem atividades sobre sexualidade, prevenção da gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis e Aids, cidadania, drogas, entre outros temas.
“Os grupos gestores trabalham de forma intersetorial e envolvem profissionais da Saúde, Educação, universidades, jovens e sociedade civil organizada. O encontro que vamos promover amanhã é uma das estratégias de fortalecimento do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas e integração entre os grupos de gestores e os jovens multiplicadores”, destacou.
Os municípios que possuem grupos de gestores são: Maceió, Arapiraca, São Miguel dos Campos, Porto Calvo, Rio Largo, Palmeira dos Índios, Marechal Deodoro, Maragogi e União dos Palmares.
Estímulo – O Saúde e Prevenção nas Escolas preocupa-se em estimular ainda mais o ensino da educação sexual nas escolas. Para auxiliar na divulgação do programa, foi elaborado o guia de formação para profissionais de saúde, que auxilia na capacitação dos profissionais de educação e saúde que trabalham junto à população.
Existe também o guia de formação para jovens, com um conteúdo mais apropriado para essa faixa etária. O projeto também atua na distribuição de preservativos entre as escolas que desenvolvem o trabalho de educação sexual. Vale reforçar que essa distribuição no ambiente escolar acontece mediante a discussão com pais, professores e direção da escola.
Fonte: Gazeta de Alagoas
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23/OUTUBRO/09 |
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