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O Estado de S. Paulo |
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28/JANEIRO/08 |
Nicola Pamplona, RIO
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, criticou ontem a atitude da Arquidiocese do Recife, que ameaça entrar na Justiça para proibir a distribuição de ANTICONCEPCIONAIS de emergência, conhecidos como pílulas do dia seguinte, pela prefeitura. "A prefeitura está certa e a Igreja está equivocada", afirmou o ministro, em entrevista após o lançamento da campanha de prevenção à AIDS, que vai distribuir quase 20 milhões de PRESERVATIVOS no carnaval. "É uma questão de saúde pública, não uma questão religiosa. Lamentavelmente a Igreja, cada vez mais, se afasta dos jovens com esse tipo de atitude", comentou Temporão.
Segundo o projeto da prefeitura de Recife, as pílulas serão entregues às mulheres que declararem, a médicos de plantão, que tiveram relações sexuais e que suspeitam de falhas nos métodos contraceptivos normais. A Arquidiocese do Recife classificou a proposta como "aberração". "O Ministério da Saúde apóia e suporta a medida", disse Temporão.
Neste ano, o programa de prevenção à AIDS terá como foco mulheres com idades entre 13 e 24 anos, grupo hoje mais suscetível às doenças sexualmente transmissíveis. Segundo Temporão, pesquisa recente detectou que 80% dos homens nessa faixa etária declararam usar PRESERVATIVO. No caso das mulheres, só 40% disseram exigir que o parceiro use.
A campanha do carnaval é estrelada pela rapper Negra Li. Temporão disse não concordar com pesquisa divulgada na semana passada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que põe em dúvida a eficácia de uma campanha restrita ao período do carnaval. Procurada, a Arquidiocese de Olinda e Recife não quis se pronunciar sobre a declaração de Temporão.
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