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Diário do Pará – PR |
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28/JANEIRO/08 |
BARROS BARRETO Psicanalistas sociais desenvolvem estudos sobre patologias físicas e orgânicas
Profissionais especializados em lidar com doenças psíquicas, psicanalistas e psicólogos sociais têm se dedicado ao desenvolvimento de estudos sobre manifestação deste tipo de doença em pacientes com patologias definidas como de origem física e orgânica. A maioria dos pacientes com AIDS, por exemplo, costuma mergulhar em profunda melancolia ao serem comunicados do diagnóstico, o que pode dificultar a eficiência do tratamento. No entanto, eles reagem de forma diferente quando recebem acompanhamento psicológico.
O psiquiatra Julio Sergio Verztman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que nos últimos anos ampliou seu foco de investigação para as doenças auto-imunes, considera a melancolia um fator agravante no processo de desenvolvimento de doenças de origem física e orgânica, uma vez que inibe a vontade de viver do paciente. No caso de pacientes com HIV/AIDS, a primeira reação, ao constatarem que são portadores do vírus, é a não aceitação da doença. Com a sua evolução, o preconceito tende a agravar o quadro clínico, justificando, então, a necessidade de acompanhamento psicológico no auxílio do tratamento da patologia.
Há seis anos, a Universidade Federal do Pará desenvolve, no Hospital Barros Barreto, o projeto de pesquisa e extensão "Tratamento psicológico em hospital geral: contribuições da clínica da melancolia e dos estados depressivos", coordenado pela psicóloga Ana Cleide Guedes Moreira, que realiza trabalho no auxílio do tratamento de portadores de HIV/AIDS. Professores, psicólogos e alunos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA também participam do projeto. A associação com a melancolia tornou-se freqüente nos estudos sobre os co-fatores que interferem no desenvolvimento da patologia em portadores com AIDS. O projeto realiza estudos cuja técnica de observação tem princípio nas metodologias de análise freudiana.
" A vantagem da UFPA, ao desenvolver um projeto de extensão como este, reside no seu caráter integrador, pois une ensino de graduação, de pesquisa (prioridade) e estágio supervisionado em psicologia social das organizações", afirma Ana Cleide Moreira. A realização de seminários quinzenais e mensais possibilita a avaliação mais precisa de novos dados e informações que surgem no decorrer do tratamento. A constatação de crises de neurose, de angústia e de dores de várias ordens como reflexos do mal-estar psíquico, provocado pela dor orgânica, são exemplos de informação resultante do estudo. Além disso, a redução da auto-estima também é um fator observado nas análises sobre os portadores do HIV/AIDS
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