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terça-feira, março 10, 2026

Muitas crianças ainda não têm acesso ao tratamento da malária

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, Há 12 horasPARIS (AFP) — Apesar dos progressos alcançados na África Subsaariana, muitas crianças continuam sem acesso a tratamentos eficazes contra a malária, doença que provoca mais de 800.000 mortes anuais entre menores com idade inferior a cinco anos, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).Cerca de três bilhões de pessoas, ou seja, quase a metade da população mundial, vive nas regiões afetadas pela malária. A África Subsaariana é a região que mais sofre com a doença, uma vez que apresenta a forma mais grave da doença com o parasita Plasmodium falciparum.”Na África Subsaariana, a malária mata pelo menos 800.000 crianças com menos de 5 anos por ano”, alerta a diretora-geral da Unicef, Ann Veneman.A malária é responsável por 8% da mortalidade infantil do mundo entre as crianças menores de 5 anos. Esta taxa salta para 18% na África Subsaariana, sem se levar em conta o impacto indireto da doença sobre a má nutrição, ressalta a Unicef em seu relatório “Malária nas crianças”.Apenas 15% das crianças da África Subsaariana com menos de 5 anos dormem sob a proteção de mosquiteiros. Este número não passa dos 8% se tais mosqueteiros forem impregnados com inseticidas, método preventivo sugerido pela Organização Mundial da Saúde e um dos meios mais eficazes para evitar a transmissão da malária. O relatório, no entanto, também destacou os progressos obtidos. De 2004 a 2006, por exemplo, a produção anual de mosquiteiros impregnados com inseticida mais do que dobrou, passando de 30 para 63 milhões de unidades.Apesar disso, o texto alerta que seriam necessários ainda entre 130 e 264 milhões destes mosquiteiros para que o objetivo fixado para 2010 pela parceria mundial de combate à doença, a “Roll Back Malaria”, fosse alcançado. A meta estipula que 80% do número de grávidas e de crianças com menos de 5 anos moradoras das zonas de risco devem poder se beneficiar deste método de proteção. O relatório foi preparado pela Unicef para o Roll Back Malaria, parceria lançada em 1998 pela OMS, a Unicef, o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).De 2004 a 2006, o número de mosquiteiros impregnados com inseticidas fornecidos pela Unicef aumentou de 7 para 25 milhões. No mesmo sentido, o Fundo Mundial de luta contra a Aids, a tuberculose e a malária aumentou massivamente seu apoio: distribuiu 18 milhões de mosquiteiros impregnados em 2006, valor 13 vezes maior do que o de 2004.Na Gâmbia, cerca da metade das crianças com menos de 5 anos possuem tais mosquiteiros. Esta taxa se aproxima dos 40% na Guiné-Bissau, em São Tomé e Príncipe e no Togo. Neste último país, há poucas diferenças entre os números das zonas urbanas e rurais, as ricas e as pobres. Na Zâmbia, no Malawi, em Gana, no Benin, a taxa passou de 1% a 7% em 2000 para 20% a 23% em 2006.Na Etiópia, onde menos 2% das crianças contavam com esta proteção em 2005, mais de 18 milhões de mosquiteiros impregnados acabam de ser distribuídos.”As novidades são encorajadoras, porque elas favorecem avanços ainda mais espetaculares para os anos futuros”, considerou a médica Awa Marie Coll-Seck, diretora-executiva da parceria Roll Back Malaria.Se 34% das crianças febris recebem algum tratamento contra a malária, muito poucas se beneficiam com as combinações terapêuticas a base de artemisinina (ACT) recomendadas pela OMS, que são quase dez vezes mais caras do que os remédios tradicionais, como a cloroquina, para o qual o parasita se torna resistente.As doações internacionais para a luta contra a malária se tornaram maiores nos últimos dez anos, mas segundo os autores do estudo, é preciso ainda muito investimento para se superar os obstáculos.


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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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