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Nova associação evita transmissão vertical

, Untitled Document08/11/2007

Nova associação evita transmissão vertical

 

O tratamento traz o risco de a mãe e o bebê, se infectado, apresentar raízes virais resistentes a remédios da mesma classe da nevirapina.

Associar o medicamento nevirapina a uma dose única de dois outros remédios anti-retrovirais previne a transmissão do HIV da mãe ao recém-nascido e reduz o risco de desenvolvimento de resistência. É o que revela um estudo publicado ontem na versão eletrônica da revista The Lancet, de Londres.
                                                          
Uma dose única de nevrapina aplicada à mãe no parto permite a redução em 40% do risco de transmissão vertical do vírus transmissor da Aids, ou seja, da mãe para o filho. Esse tratamento acessível nos países em desenvolvimento traz o risco, no entanto, de a mãe, e também de o bebê, se ele mesmo assim for infectado, apresentar raízes virais resistentes aos remédios da mesma classe terapêutica da nevirapina.

Vírus resistentes
                                                          
Acrescentar à nevirapina uma dose única dos medicamentos tenofovir e entricitabina no parto reduz, consideravelmente, o risco da aparição de vírus resistentes. Um estudo com 400 mulheres soropositivas na Zâmbia, da equipe de Benjamin Chi, especialista do Centro de Pesquisa sobre Doenças Infecciosas daquele país africano e da Universidade do Alabama (EUA), apurou isso.
                                                          
Metade delas recebeu uma dose única do combinado de tenofovir e entricitabina (uma associação de dois anti-retrovirais comercializada com a marca de Truvada pelos laboratórios Gilead), e ainda o tratamento tradicional que associa a nevirapina durante o parto, com uma breve terapia a base de zidovudine (AZT) durante a gravidez.
                                                          
As outras mulheres grávidas, no grupo de controle, não receberam o tratamento padrão. Seis semanas depois do parto, o risco de ter adquirido HIVs mutantes resistentes aos medicamentos da mesma classe terapêutica que a nevirapina foi reduzido em 53% entre as mulheres que tomaram a dose tenofovir/emtricitabina, com relação às que receberam o tratamento normal. (das agências de notícias)

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