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Novas alternativas para o diagnóstico de hepatite C

Novas alternativas para o diagnóstico de hepatite C

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Sensor permite teste com eficiência, rapidez, baixo custo e fácil execução

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Atualmente verifica-se a ausência de um método de detecção do hepatite c que seja seletivo, eficiente, de baixo custo e que possa ser utilizado fora de laboratórios específicos. A tecnologia da pesquisadora Marli Leite de Moraes, que realizou seu pós-doutoraento no Instituto de Química da Unesp de Araraquara, consiste em um imunossensor para diagnóstico rápido e eficiente de doença cauada pelo HCV, uma doença silenciosa, de longo curso e que muitas vezes só é detectada nos estágios avnaçados da doença, quais sejam: Cirrose ou câncer do fígado.

O imunossensor pode ser aplicado na área médica para além do diagnóstico de doenças infecciosas em outras finalidades, como a determinação de hemorragia em partos. Além da eficiência e do baixo custo, a tecnologia permite realizar o diagnóstico de hepatite  em campo. O imunossensor tem um tempo de resposta de 6 minutos, cerca de cinco vezes menor do que o teste atualmente em uso pelo SUS. Marli Explica: “O mercado, tem teste rápido, com leitura visual, e um tempo médio de 10-15 min. Diante disto, melhorar o desempenho da leitura e diminuir o tempo de reação foi o desafio final de uma patologia que assola o mundo inteiro”
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Além da pesquisadora Marli Moraes, atualmente na Universidade Federal de São Paulo, Câmpus de São José dos Campos, colaboraram com o projeto o pesquisador do Instituto de Química da Unesp Sidney José Lima Ribeiro e Elenice Deffune, da Faculdade de Medicina na Unesp de Botucatu, a doutoranda Josy Campanhã Vicentini de Oliveira, também da FM, e as mestrandas Lais Roncalho de Lima e Aparecida Vitória Gonçalves de Souza, do IQ. O trabalho também teve parceria com o Hemocentro do Hospital de Clínicas da FM, que forneceu as amostras para teste, em especial o Laboratório de Sorologia e de Biologia Molecular.
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Em agosto de 2011 o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a oferecer testes mais rápidos do para a detecção das hepatites B e C. A resposta é obtida em 30 minutos, bastante superior a do novo sensor. O SUS investiu em 2011 R$10,6 milhões de reais para adquirir 3,6 milhões de testes rápidos para hepatites B e C dentro de uma nova ótica de detecção precoce da doença. Outra vantagem do imunossensor é tratar-se de uma tecnologia nacional.

Percebe-se o interesse governamental em investir no controle mais eficaz de doenças infecto-contagiosas, como a causada pelo HCVe isto se configura como uma ótima oportunidade de mercado. Testes foram realizados em amostras de sangue humano sororeagentes para o vírus da hepatite C e evidenciaram a eficiência do imunossensor.

O pedido de patente da tecnologia foi depositado pela Agência Unesp de Inovação (AUIN). “ Buscamos nesse momento a comercialização e implantação da tecnologia para áreas como: segurança do trabalho, candidatos à doação de órgãos, e análise da vantagem da pré-triagem sorológica em serviços de hemoterapia, para doadores de primeira vez.”, completa a professora Marli em relação às expectativas da equipe para o invento.
Fonte: UNESP – UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

Nota do editor de Soropositivo Web Site: Existe uma epidemia silenciosa de hepatite C

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