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Os gays e a hierarquia no Exército

“O general e o armário” (612/2010) abordou a visão do general Raymundo Cerqueira Filho sobre a chefia exercida por homossexuais

 

Se a lógica do citado general fosse seguida, com militares não aceitando ordens de gays, logo estudantes poderiam se recusar a aprender com professores gays, pacientes se recusariam a ser tratados por médicos gays, revistas e jornais não confiariam em jornalistas gays. Que profissão seria digna de um gay? Ser gay é a tal ponto definidor da personalidade? Creio que não, e é em tal sentido que a sociedade avança e deve continuar avançando.

 

Marcelo Hubner,

 

Parapuã, SP

 

 

O discurso do general apenas colocou à mostra o que acontece na prática nos quartéis de todo o Brasil. Isso não quer dizer que exista um clima de ojeriza ao HOMOSSEXUAL dentro dos quartéis. Porém, existe a necessidade da separação do lado profissional da vida privada. Inclusive a norma contida no artigo no 37 da Constituição de 1988 representa o princípio da impessoalidade que deve nortear qualquer participação na administração pública. Não se deve fazer disso bandeira para que se diga que o preconceito é disseminado no meio militar, uma vez que tantos militares são gays.

 

Luciano Macedo Martins,

 

Brasília, DF

 

 

ÉPOCA

Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano:

21/FEVEREIRO/2010

 

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