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Agência de Notícias da Aids |
Editoria: | Pág. |
Dia / Mês/Ano: |
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16/DEZEMBRO/07 |
12/1/2008 – 13h00
Na tarde de ontem, a Agência de Notícias da Aids recebeu a informação de que estaria faltando o anti-retroviral DDI (didanosina) de 25, 100 e 250 mg, em pelo menos dois locais, Santo André e Sapobemba, na cidade de São Paulo (leia) e ouviu ativistas do movimento de Aids sobre o que poderia ser feito para que problemas como esse não ocorressem mais. “Todo ano é a mesma coisa, tem que solucionar os problemas burocráticos”, disse o presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo de Souza Pinheiro. “Um medicamento que não tem patente, fabricado por laboratórios nacionais, não se justifica o desbastecimento. É falta de planejamento”, declarou o integrante do grupo Pela Vidda de SP, Mário Scheffer. O presidente da Associação François-Xavier Bagnoud do Brasil, José Araújo Lima, afirmou ter a informação de que na grade nacional não está faltando o medicamento. “Acredito que é incompetência de quem faz a planilha, tanto na rede estadual quanto na rede municipal”, observou ele.
O presidente do Fórum paulista ressaltou que cada medicamento é um processo diferente. “O DDI é produzido aqui com matéria prima importada. É preciso verificar exatamente qual é o problema, da última vez foi por falta de matéria prima. O Programa Nacional tem que arrumar uma solução para que não faltem mais medicamentos. Se o problema é de logística, a gente tem que discutir mais. Quando o governo nacional vai ter planejamento eficaz para que não faltem remédios?”, questionou.
Scheffer também acha necessário que, em cada caso, se analisem os motivos que levaram ao desabastecimento. “Em primeiro lugar, é um problema de logística, planejamentos estaduais e municipais ruins. Os problemas que podem ocorrer de logística, de estoque, podem ser previstos. Ele afirmou não ter sido informado sobre a falta do DDI. “Mas se for constatado, é inadmissível que haja desabastecimento de um medicamento genérico, que o país está apto a fabricar. Acho que vivemos um problema sério de gestão, falta competência de gestão dos programas”, criticou.
Araújo também considera o problema falta de planejamento. “As grades nos estados, não só em São Paulo, são mal planejadas. O que existe é a falta de pessoas com o perfil adequado para fazerem a grade. Muitas das farmácias não têm farmacêuticos. Todo mês tem mudança de funcionários”, comentou o ativista. “Temos um SICLOM [Sistema de Controle Logístico de Medicamentos] que não consegue funcionar com tempo. As pessoas são capacitadas para fazer o cadastramento no SICLOM e na semana seguinte são deslocadas para outra área. É preciso maior boa vontade dos governantes municipais. No Programa Nacional não está faltando. Tem que fazer como fizeram no Ceará, detectar quem não fez a grade corretamente e processar”, concluiu.
Maurício Barreira
Dica de Entrevista:
Rodrigo de Souza Pinheiro
Fórum de ONG/Aids do Estado de S.Paulo
Tel.: (0XX11) 3334-0704
Mário Scheffer
Grupo Pela Vidda – SP
Tel.: (0XX11) 3258-7729
José Araújo Lima
Associação François-Xavier Bagnoud do Brasil
Tel.: (0XX11) 5842-5403
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