Para líderes católicos, camisinha não evita Aids
Representantes da Igreja Católica afirmaram em entrevista à BBC que preservativos não evitam, e até aumentam, a transmissão do HIV, vírus que causa a Aids.
“O vírus da Aids é, grosso modo, 450 vezes menor que o espermatozóide.
O espermatozóide pode facilmente passar pela rede que é criada pela camisinha”, disse o cardeal Alfonso Lopez Trujillo ao programa Panorama, que será transmitido pela BBC na Grã-Bretanha no próximo domingo.
De acordo com o cardeal, que preside o Conselho do Vaticano para a Família, os governos de diferentes países deveriam tratar os preservativos “como o cigarro”, realizando campanhas incitando as pessoas a não usá-los.
“As altas margens de incerteza deveriam obrigar Ministérios de Saúde e todas essas campanhas a agir da mesma maneira que agem em relação ao cigarro, que eles dizem ser um perigo”, comentou.
Ao longo do programa, idéias como essa são defendidas por membros da Igreja Católica em vários países.
“A Aids tem se espalhado tão rapidamente devido à disponibilidade de camisinhas”, diz outra autoridade católica entrevistada no programa, o arcebispo de Nairóbi, no Quênia, Rafael Ndingi Nzeki.
Segundo o diretor de um programa de testes de Aids no Quênia, Gordon Wambi, o arcebispo não é a única autoridade da Igreja Católica a desestimular o uso de preservativos no país onde uma em cada cinco pessoas é soropositiva.
Wambi disse ao Panorama que chegou a ser impedido de distribuir camisinhas devido à oposição da Igreja Católica.
A reportagem traz ainda a imagem de uma freira que aconselha o chefe do coral de sua congregação, que é HIV soropositivo, a não usar camisinhas com sua mulher.
“Vidas em risco”.
A Organização Mundial de Saúde condenou os comentários de membros do clero, alegando que o Vaticano está pondo vidas em risco.
“Estas declarações incorretas sobre preservativos e o vírus HIV são perigosas, ainda mais quando enfrentamos uma pandemia que já matou mais de 20 milhões de pessoas e atualmente afeta cerca de 42 milhões”, afirmou uma porta-voz da OMS.
De acordo com a OMS, o uso “correto e consistente” de preservativos reduz o risco de contrair o HIV em 90%.
Há indícios de que camisinhas furadas podem levar ao contágio, mas não há provas de que a “rede” criada pelo preservativo possa permitir “facilmente” a passagem do vírus, como disse o cardeal Alfonso Lopez Trujillo.
As alegações são reveladas um dia após a divulgação de um relatório que diz que um jovem contrai o vírus HIV a cada 14 segundos.
Para líderes católicos, camisinha não evita Aids
Representantes da Igreja Católica afirmaram em entrevista à BBC que preservativos não evitam, e até aumentam, a transmissão do HIV, vírus que causa a Aids.
“O vírus da Aids é, grosso modo, 450 vezes menor que o espermatozóide.
O espermatozóide pode facilmente passar pela rede que é criada pela camisinha”, disse o cardeal Alfonso Lopez Trujillo ao programa Panorama, que será transmitido pela BBC na Grã-Bretanha no próximo domingo.
De acordo com o cardeal, que preside o Conselho do Vaticano para a Família, os governos de diferentes países deveriam tratar os preservativos “como o cigarro”, realizando campanhas incitando as pessoas a não usá-los.
“As altas margens de incerteza deveriam obrigar Ministérios de Saúde e todas essas campanhas a agir da mesma maneira que agem em relação ao cigarro, que eles dizem ser um perigo”, comentou.
Ao longo do programa, idéias como essa são defendidas por membros da Igreja Católica em vários países.
“A Aids tem se espalhado tão rapidamente devido à disponibilidade de camisinhas”, diz outra autoridade católica entrevistada no programa, o arcebispo de Nairóbi, no Quênia, Rafael Ndingi Nzeki.
Segundo o diretor de um programa de testes de Aids no Quênia, Gordon Wambi, o arcebispo não é a única autoridade da Igreja Católica a desestimular o uso de preservativos no país onde uma em cada cinco pessoas é soropositiva.
Wambi disse ao Panorama que chegou a ser impedido de distribuir camisinhas devido à oposição da Igreja Católica.
A reportagem traz ainda a imagem de uma freira que aconselha o chefe do coral de sua congregação, que é HIV soropositivo, a não usar camisinhas com sua mulher.
“Vidas em risco”.
A Organização Mundial de Saúde condenou os comentários de membros do clero, alegando que o Vaticano está pondo vidas em risco.
“Estas declarações incorretas sobre preservativos e o vírus HIV são perigosas, ainda mais quando enfrentamos uma pandemia que já matou mais de 20 milhões de pessoas e atualmente afeta cerca de 42 milhões”, afirmou uma porta-voz da OMS.
De acordo com a OMS, o uso “correto e consistente” de preservativos reduz o risco de contrair o HIV em 90%.
Há indícios de que camisinhas furadas podem levar ao contágio, mas não há provas de que a “rede” criada pelo preservativo possa permitir “facilmente” a passagem do vírus, como disse o cardeal Alfonso Lopez Trujillo.
As alegações são reveladas um dia após a divulgação de um relatório que diz que um jovem contrai o vírus HIV a cada 14 segundos.
De acordo com o Fundo Populacional das Nações Unidas, cerca de 6 mil pessoas que têm entre 15 e 24 anos de idade contraem o vírus HIV todo os dias.
de de todas as novas infecções atinge pessoas com menos de 25 anos de idade – em sua maioria mulheres vivendo em países subdesenvolvidos.
de de todas as novas infecções atinge pessoas com menos de 25 anos de idade – em sua maioria mulheres vivendo em países subdesenvolvidos.
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