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Jornal de Brasília |
Editoria: | Pág. |
Dia / Mês/Ano: |
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Cidades |
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22/JANEIRO/08 |
Júnia Gama
O Plano Piloto é a região mais "arco-íris" do Distrito Federal. Este foi o resultado da enquete realizada pela Organização Não-Governamental (ONG) Estruturação – Grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) de Brasília, divulgada ontem. Entre os dias 4 e 20 deste mês, internautas desse segmento responderam à dúvida sobre quais cidades do DF possuem mais LGBT, proporcionalmente à sua população.
A votação foi feita pelo site Paroutudo.com, que recebe, em média, três mil visitantes por dia. O Plano Piloto ganhou o título de cidade mais gay e bissexual masculino (40% dos votos) e mais lésbica e bissexual feminino (39%), que eram duas das três categorias a serem analisadas. Como região administrativa onde há mais travestis, transexuais e transgêneros, a ganhadora foi Taguatinga, com 35% do total de escrutínios, seguida pelo Plano Piloto (28%) e Ceilândia (22%).
De acordo com Welton Trindade, presidente da Estruturação, o segundo lugar como região administrativa mais gay, que ficou com o Sudoeste (25% dos votos), ratificou sua fama "colorida". "No meio homossexual, o Sudoeste é conhecido como Sudogay", afirma Trindade.
O intuito da enquete, que não tem cunho científico, foi comprovar onde o arco-íris, símbolo internacional do movimento LGBT, tem cores mais fortes na capital federal. "O local de moradia é um forte vínculo social e de identidade. Esses dados servem de subsídio para a cobrança de políticas públicas voltadas a essa comunidade", declara o presidente da Estruturação, entidade com 14 anos de existência.
Agora, Trindade avisa que irá solicitar oficialmente reunião com os administradores do Plano Piloto e de Taguatinga para entregar-lhes os certificados de cidades mais LGBT e apresentar demandas específicas para os segmentos. "Vamos pedir ações concretas em benefício da nossa comunidade e contra o preconceito, tais como campanhas contra a homofobia", explica. Os administradores de Brasília e Taguatinga foram procurados pela redação do Jornal de Brasília, mas não foi possível contatá-los.
"Os dados servem de subsídio para a cobrança de políticas públicas voltadas a essa comunidade"
Welton Trindade, presidente da Estruturação
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