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Polêmica sobre políticas de redução de danos é destaque na abertura do 11º Educaids

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Editora Responsável

Roseli Tardelli

 

Agência de Notícias da AIDS

Editoria:

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Dia / Mês/Ano:

 

 

21/JUNHO/07

 

21/6/2007 – 01h30

A recente polêmica de uma cartilha de redução de danos produzida e, depois, suspensa pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo foi o tema de destaque na noite desta quarta-feira (20) na abertura da 11ª edição do Educaids, na capital paulista. A organizadora do evento e presidente da APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), Teresinha Pinto, afirmou que a medida reduz os surtos de hepatites B e C e é o grande sucesso brasileiro no enfrentamento da epidemia de Aids. “Devemos combater a onda de conservadorismo que atinge o Estado de São Paulo”, pediu aos participantes. Ainda de acordo com ela, o evento este ano deverá ser mais polêmico por tratar de violência, religião, drogas, aborto, entre outros assuntos.

“Devemos lembrar que esse país e, especialmente, as ONGs de redução de danos realizam um trabalho exemplar. Por isso, peço solidariedade ao Programa Estadual e peço que o Fórum de ONG/Aids também apóie a iniciativa”, ressaltou Teresinha.

Caio Westin, diretor do Núcleo de Populações Mais Vulneráveis do Programa Estadual de DST/Aids do Estado de São Paulo fez um breve comentário que a política não foi compreendida. “Educar [sobre redução de danos] é ensinar. A interpretação maléfica é um contrasenso”, disse.

No último feriado prolongado, dias antes da Parada do Orgulho Gay, o jornal Folha de S.Paulo divulgou matéria afirmando que cartilha ensinava pessoas a cheirar cocaína (leia).

Cássio Rodrigo, coordenador da Cads (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual) disse que é um privilégio participar do evento e também criticou a forma como o assunto foi tratado. “A mídia deseduca. Os resultados recentes comprovam”, comentou.

Em entrevista para a Agência de Notícias da Aids, Teresinha disse que o jornal é um reflexo do jornalismo brasileiro. “A Folha de S.Paulo demite um Aureliano Biancarelli, um jornalista formado, com anos de estrada, e coloca uma pessoa no lugar que não tem informação sobre o que vai escrever”, comentou.

“O pior mesmo é a posição da polícia, que chega batendo, que arranca a identificação para chegar nos lugares públicos, reprimindo com bomba. A gente está num Estado que a redução de danos é legalizada e ela não sabe disso”, acrescentou.

Ela classificou que o assunto trouxe “uma onda de conservadorismo” e pressão contra as polítcas de redução de danos.

Polêmicas

A organizadora do Educaids prometeu uma edição mais polêmica por tratar de assuntos diversos como violência, religião, drogas, aborto. Segundo ela, o evento terá a participação de uma muçulmana.

No início da atividade, o vídeo “Bagagem das Mulheres da Floresta”, produzido pelo Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), foi exibido, apenas um trecho, e obteve aplausos de um pouco mais de 150 pessoas. A presidente de honra do CNS, Raimunda Gomes da Silva, 67 anos, foi elogiada por falar no vídeo forma simples e fácil sobre camisinhas e homossexualidade de homens.

“Acho que deveria parar de estudar para ser menos complexo e me fazer entender mais”, brincou Caio Westin.

Durante a abertura, estiveram presentes representantes do Programas Nacional, Estadual e Municipal, Secretaria Estadual de Ensino, a Cads (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual), Fórum de ONG/Aids de São Paulo e Unesco.

O Educaids prossegue até o próximo domingo com um documento de recomendações para o governo sobre os assuntos abordados e o prêmio Paulo Freire.

 

Rodrigo Vasconcellos


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