Por cima de Kirchner e da Igreja
Seja bem-vindo ao Acervo do Blogue Soropositivo Home Page! Este blog está on-line há 26 anos, 3 meses, 11 dias e 22 horas. A data que inicia a contagem é 1 de agosto de 2000 já. No momento temos 5028...
Mensagem Importante
olá, esta é a história real que precisava ser contada. A vida testa a gente nos detalhes mais improváveis, mas a história construída até aqui permanece de pé, registrada com toda a transparência e resiliência possível.
| O GLOBO | O MUNDO LGBT 15/07/2010 Luis Majul O acalorado debate sobre o casamento gay não deve ser contaminado por interesses políticos ou religiosos, mas dominado pela honestidade intelectual e da liberdade de consciência. Para começar, quero deixar claro, mais uma vez, que apoio a iniciativa porque defendo a igualdade de direitos e não acredito que a opção sexual seja um impedimento para usufruí-los. Estou ciente de que Néstor Kirchner e a presidente Cristina Fernández pegaram o bonde da lei do casamento gay tarde e andando, como fizeram com as mães e avós da Plaza de Mayo, o Futebol para Todos ou mesmo a popularidade discutida de Diego Maradona. Sei que sua defesa tardia do projeto tem motivo: competir com o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, porque esse conflito é funcional ao projeto político do liberalismo superficial e infantil. Nesse sentido, a hierarquia da Igreja, qualificando como guerra entre Deus e o Diabo um debate legítimo, faz ao governo um grande favor – o de apresentar-lhe como uma organização anacrônica e inflexível, longe da vida cotidiana e de mudanças culturais. Embora eu não os partilhe, parecem compreensíveis alguns argumentos dos adversários da lei do casamento gay. Especialmente os que sustentam que a questão merece uma discussão mais aprofundada e menos contaminada por interesses políticos e religiosos. Seja qual for o resultado não se deve ignorar o que acontece na Argentina hoje, à margem da legislação vigente. Existem milhares de casais homossexuais que vivem em harmonia conjugal, embora ainda não sejam unidos pelo matrimônio. Há milhares de crianças adotadas por mulheres e homens solteiros que, hoje, são criadas por casais homossexuais com o mesmo amor e o apoio de muitos outros filhos, como os criados e educados por um pai e uma mãe. Além da exploração política de kirchnerismo e da pretensão da Igreja em impor um modelo único de família, há uma dinâmica social que se move com força e sem ferir os outros. Cedo ou tarde as leis validarão os direitos dessas minorias porque não há interesse político ou religioso que possa deter a realidade por muito tempo. LUIS MAJUL é jornalista e escritor e publicou o artigo no “La Nación” |
Leia também
Descubra mais sobre Blog Soropositivo.Org - Maior Acervo em HIV/AIDS IST/DST/DoençasVenéreas nas maos de uma pessoa física
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a comentar.