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Prêmio Aids de responsabilidade social: São Paulo é o estado com o maior número de projetos vencedor

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Agência de Notícias da Aids

Editoria: Pág.

Dia / Mês/Ano:

 

 

28/NOVEMBRO/07

 

28/11/2007 – 02h10

São Paulo foi destaque do 4° Prêmio Aids de Responsabilidade Social Saúde Brasil. Dentre os sete projetos vencedores, três são oriundos do estado. O concurso, que tem como objetivo incentivar ações em benefício do soropositivo e seus familiares, é realizado anualmente pela Aguilla Saúde Brasil (conheça), que desenvolve ações educativas na área de saúde. A entrega dos prêmios aconteceu na noite desta terça-feira (27/11), nas dependências do Museu de Arte Moderna (MAM) da capital paulista. Além de São Paulo, foram premiados projetos de mais quatro estados: Sergipe, Goiás, Paraná e Paraíba. O Prêmio possui três categorias: médicos, órgãos públicos e organizações não governamentais. No início da cerimônia, Gilnei Rodrigues, diretor da Aguilla Saúde Brasil, elogiou a atuação das entidades ligadas à sociedade civil no país. Para ele, o Brasil é “referência” no tratamento da Aids. “E isso se deve, principalmente, a ação social”, acrescentou. O Prêmio, que já teve a quinta edição confirmada para 2008, contou, neste ano, com 90 trabalhos inscritos.

Diagnóstico tardio, deficiências na assistência e disparidades regionais. Esses são alguns dos problemas que o Brasil enfrenta no combate a epidemia da Aids. A avaliação é de gestores públicos que estiveram presentes na 4° edição do Prêmio Aids de Responsabilidade Social. O evento, ocorrido na noite desta terça-feira (27/11), é realizado anualmente pela Aguilla Saúde Brasil, organização que desenvolve ações educativas na área de saúde.

Embora comemore os progressos na luta contra a disseminação do HIV, Eduardo Barbosa, diretor-adjunto do Programa Nacional de DST/Aids, afirma que o país “tem uma série de desafios”. Como o Boletim Epidemiológico de 2007 indicou (saiba mais), Barbosa preocupa-se com diferenças “significativas de Sul para Norte”. “E em uma cidade como São Paulo, diferenças significativas de centro para periferia”, ressaltou.

Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, disse que a situação da epidemia no estado é “favorável”. Contudo, ela apontou o diagnóstico tardio como um dos problemas dos serviços públicos de saúde paulistas. “Avançamos muito, sem dúvida, mas diagnóstico tardio é uma preocupação nossa”, explicou.

“A qualidade da atenção que a gente presta, em nosso estado, é algo que a gente ainda precisa equacionar”, ressaltou Gianna. Apesar dos problemas apontados pela própria gestora, ela lembrou que, em todo o estado, existem 180 serviços especializados em HIV. Além disso, 145 cidades paulistas têm coordenações municipais de DST/Aids.

“Embora nós tenhamos uma redução da incidência, nós ainda estamos em patamares altos”, avaliou Maria Cristina Abbatte, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids da capital paulista. Sobre o Dia Mundial de Luta contra a Aids, a ser realizado no próximo sábado (01/12), ela disse tratar-se de uma “data de memoração”. “É uma semana de memória”, disse.

 

Léo Nogueira

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