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Presença do tipo 2 do HIV no país provoca alerta entre as autoridades Prevenção volta a ser recomendada mesmo aos portadores

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12/09/2010

virushiv2  Presença do tipo 2 do HIV no país provoca alerta entre as autoridades Prevenção volta a ser recomendada mesmo aos portadores virushiv2

Carolina Khodr

 

Uma variação do vírus da AIDS descoberta no Senegal foi identificada em 15 amostras de pacientes soropositivos de diversos estados brasileiros, e uma pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, provou que o vírus HIV-2 já circula, ainda que timidamente, no Brasil. De acordo com os pesquisadores, o estudo reforça a importância do uso de PRESERVATIVO também na relação sexual entre pessoas que vivem com a mesma doença. A coinfecção dos dois tipos virais pode fazer com que o quadro de imunodeficiência se agrave deixando o paciente mais exposto a infecções oportunistas. A pesquisa também constatou que o vírus do tipo 2 é resistente a alguns medicamentos do coquetel anti-AIDS.

Ouça trechos da entrevista com o infectologista Edimilson Migowski

A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é normalmente causada pelo retrovírus humano tipo 1 (HIV-1). Mas em alguns países da África Ocidental há também incidências de AIDS causadas por outro retrovírus, o HIV-2. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a epidemia do HIV-1 é responsável pela infecção de 34 milhões de pessoas, enquanto o HIV-2 atinge dois milhões de pacientes. Os dois tipos de vírus apresentam diferenças entre seus genomas e biologia. Tanto que, quando comparada ao tipo 1, a infecção causada pela segunda variação faz com que a evolução do quadro clínico da doença seja mais lenta. Também a transmissão, tanto gestacional quanto sexual, é menos eficiente quando comparada à forma mais comum da doença. Por outro lado, o HIV-2 é mais resistente aos ANTIRRETROVIRAIS – medicamentos que atuam contra o retrovírus – do tipo não nucleosídeos. “A resistência desse vírus possibilita a evolução de quadros mais graves da doença, e mais mortes”, alerta Edimilson Migowski, infectologista e professor da UFRJ.

Estratégias

Além das diferenças entre os vírus causadores da AIDS, a coinfecção, ou seja, quando uma mesma pessoa é infectada pelo HIV-1 e pelo HIV-2, pode prejudicar ainda mais o sistema imunológico. Segundo Migowski, o paciente terá de testar drogas diferentes até chegar a uma combinação que responda melhor ao tratamento. “Um vírus mais resistente baixa ainda mais a imunidade da pessoa e segue à revelia o tratamento que está sendo feito.”

Diretor do DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, afirma que o número de casos constatados pela pesquisa ainda é muito pequeno para ditar novas estratégias no tratamento da doença. Greco tranquiliza a população e diz que os exames de diagnóstico realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são capazes de identificar os dois tipos virais e acredita que a pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz, que teve apoio do Ministério, veio para a alertar a população para a importância do uso de PRESERVATIVOS. “Até mesmo aquelas pessoas que compartilham a mesma doença devem se prevenir”, alerta. Migowski concorda com o apelo e completa: “Mesmo que os parceiros tenham o mesmo tipo de vírus, esses podem ter perfis de resistência diferentes, e o tratamento pode ser prejudicado”.

A presença do vírus tipo 2 no Brasil é investigada desde 1987, mas o estudo da Fiocruz foi o que apresentou resultados mais precisos devido aos novos reagentes utilizados no estudo. Nas amostras onde foi identificado o vírus HIV-2 constava também a presença do vírus HIV-1, ou seja, em todos os casos ocorria coinfecção.

NAS CASAS NOTURNAS

A região Sul do país concentra a maior incidência de casos de AIDS no país. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatite Viral, Rio Grande do Sul e Santa Catarina lideram a lista de municípios com pior índice de incidência da doença. E na maioria dos casos os resultados dos três últimos anos foram piores que a realidade cinco anos atrás. Para proteger a população local, a Secretaria Municipal de Lages (SC) criou o programa Previna, voltado para profissionais do sexo que trabalham na cidade. Agentes de saúde visitam casas noturnas da cidade e oferecem orientações sobre doenças transmissíveis, gravidez indesejada e violência contra mulher. Também são realizados testes periódicos e gratuitos de HIV, exames preventivos de colo do útero e mama e são distribuídos PRESERVATIVOS e ANTICONCEPCIONAIS.


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